sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A hora certa


Para tudo há realmente uma hora certa, tenho procurando ao longo da minha curta vida aprender sobre o momento certo. O tempo ideal para desistir, para começar, para ouvir, para falar.
Quero muito aprender a sentir este tempo de uma forma natural, imagino que isso venha com o tempo, mas gostaria muito de abreviar esta sabedoria, porém não é assim que a banda toca, me resta esperar e observar.
Como acabei de ouvir na música nova do R.E.M, “We All Go Back To Where We Belong”, espero que seja verdade, quero acreditar nisso, pois pertencer é algo que nos faz ser.

Hora de chegar,
Tempo para começar,
Hora de ir,
Tempo de desistir,
De algo,
De alguém,
 Mas não se sabe
Ou não se quer saber.

Qual o momento certo,
Para dizer, para falar?

Qual o tempo ideal,
Para amar, para beijar?

Existirá um tempo para voltar,
Ou no tempo só cabe o futuro?

Mudar de emprego,
De profissão, sair de casa,
Conhecer outros lugares, novas pessoas,
Saber coisas novas,
Provar novos sabores, sentir novos cheiros,
texturas,
Haverá um tempo próprio para tudo isso?
Haverá?
Ele não vai responder, vai apenas correr
Deixando claro o que ficou,
Erros, 
Acertos, 
Vida.  

Ricardo Pereira,
Recife,  28 de outubro de 2011, 20:25

quinta-feira, 27 de outubro de 2011


Falta de compartilhar, dizendo desta maneira, parece até que não tenho com quem, mas não é o caso, falo nesta hora daquele compartilhar tipo de travesseiro, mesmo que para tanto, o travesseiro não precise existir,  seria apenas uma figura de linguagem para falar de um compartilhar mais intimo e extremamente recíproco, que acontece a dois, quando ambos de livre, espontânea e natural vontade, abrem-se num construir e apoiar de idéias e ideais.
                Nesse mar que se forma, navega-se por sonhos, desejos, desabafos, amores, ódios. Na rotina de um dia, de um mês, de uma vida passada ou almejada, por vezes pode ser acometido de alguma tempestade, desentendimento, frustração, mas se trata apenas de um momento, para falar e ouvir, de uma forma nua, sem hora para acabar nem seção para pagar.
                Dias intensos! Repleto de lucubrações, mas continuo sem saber o motivo das tais, cansado de verdades absolutas, com pouca tolerância pra ser estratégico, principalmente com quem não gosto, mas preciso conviver.

Ricardo Pereira,
Recife,  27 de outubro de 2011, 21:15