segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mania de pensar

   
             São altos e baixos, bons e ruins, são sempre antagônicos, e por isso precisam de equilíbrio, ou melhor, de ter a sabedoria de saber equilibrar, de tornar as diferenças harmônicas, ou até mesmo, complementares.

Fragilidades ocultadas, mas a que preço?

Qual o preço que pagamos por ocultar supostas fraquezas, por esconder sentimentos que demonstra quem somos?

Por que ignorar, quando o que se quer é abraçar?   

Por que valorizar depois de perder?

Somos presos à compreensão do que vivemos e do que é vivido ao nosso redor, julgamos, pensamos, escolhemos, visando autopreservação, presumindo estar seguro a partir das nossas posturas, mesmo sabendo que não temos como saber, que não há regra, que não há certeza quando falamos em sentimentos, em pessoas, em vida, em relações.

E agora, quando tudo novamente se inicia, como não repetir erros antigos, como não cometer erros novos, como não destruir possibilidades com autopreservação ilusória?

Perguntas e mais perguntas, respostas incontáveis, possibilidades múltiplas, envoltos da certeza de que certeza não existe, há apenas, a possibilidade de escolhas e a consequente criação de novos caminhos a partir destas.

Mania de pensar, mania de questionar, mania de ver o que não se vê, relaxar,  viver e aproveitar o caminho, a trilha e toda a paisagem que minha vista poder encontrar. É o que quero aprender é o que quero fazer.


Ricardo Pereira,
Recife, 18 de novembro de 2013, 15:37

sábado, 9 de novembro de 2013

Querer X Conquistar X Manter

Hoje, duas palavras ecoaram através de mim: conquistar e manter. Automaticamente fui acometido pela lembrança da sensação de quando se quer algo, de forma intensa,  e esse querer de tão grande se transforma numa vontade, necessidade, e mesmo sendo uma ideia, ganha um proporção, na qual se torna algo que se pensa de fundamental importância, e não falo aqui apenas de coisas palpáveis, penso em tudo, e principalmente no que não se tange .

                No nascimento desse querer, agregamos a ele várias possibilidades e expectativas, estas, sendo: possíveis, reais, abstratas e ou simplesmente improváveis. Com tudo etereamente formado, vamos a busca, a conquista desse querer que podemos encontrar ou ser encontrado, sim, não há uma lógica ou uma regra, bem como, na oportunidade do encontro não há nada que comprove exatidão, há apenas um sentir, uma profusão que acontece e se instaura.      
 
                Sim, estou falando de relações, obviamente, na conquista dessa relação e principalmente, pensando na manutenção dessa conquista, da necessidade e do esforço necessário dos envolvidos na coisa mais fundamental de todo o querer e conquistar, o manter. Conseguir transformar tudo aquilo que se desejou, numa continuidade, numa construção continua e infinita enquanto ambos queiram, do que pode ser uma das mais fortes experiências da vida, compartilhar um caminho.

                As necessidades implícitas em manter, são tão abrangentes, mas creio que o mais fundamental é deixar claro que cada um faz parte um do outro, e ai vem a pergunta: Como?
           
            No meu pensar, se dá a partir da rotina, dos pequenos gestos, da partilha expotânea das informações de cada um, mesmo que este seja: hoje não quero falar, nem tocar, to chato, enjoado, quero ficar só. Do mesmo modo,  dar valor ao tempo, o espaço, e a individualidade um do outro.

            Blá, blá, blá, a parte, manter não é fácil, haverão altos e baixos, mas enquando houver um querer, penso que tudo pode acontecer.

Ricardo Pereira.
Recife, 09 de novembro de 2013, 20:56




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sem plateia

Nós estávamos lá
Mais você não
Falei, conversei
Monologo sem plateia
Me dei conta
Senti
Serrei.

Sérgio Pereira
Recife, 07 de novembro de 2013,  07:53