Reflexo de 05 de agosto de 2011
Tudo novo de novo, uma escolha, um desejo que se aplaca, uma vontade que se agarra e cresce, por um, por dois, uma coincidência do destino ou uma conspiração, não se sabe. Encontros acontecem o tempo todo, em todos os lugares, mesmo nos mais improváveis, pessoas se esbarram, se olham, conversam, percebem similaridades, passam pelo encantamento e vão. Não se dão conta das possibilidades, não querem se arriscar, não estão no tempo certo, existem milhões de justificativas para os encontros não continuarem, mesmo quando encontrar é o que se deseja, como se os focos estivessem distorcidos, danificados. Sinto que cada vez mais uma grande parte das pessoas vai criando uma vida de mais desencontros que encontros, cultivamos uma solidão repleta de relações de pouca profundidade, antagônico ao desejo, que hora chamo de coletivo, de uma relação profunda e utopicamente duradoura, nesse ínterim, tantas coisas são perdidas, adiadas, endurecemos até que um dia, numa fresta de tempo sejamos a...