Postagens

Mostrando postagens com o rótulo impressões

Falta tanta coisa, que....

Imagem
                São tantas faltas, que ausência passa ser normal, tal qual, o fato de não ter e não praticar cidadania, de viver como se em guerra estivesse, pensando apenas no próprio umbigo, perdendo completamente a noção de coletivo, de bem comum. Honestidade passa a ser algo para se ressaltar, quando deveria ser natural, comum, parte de tudo, somos roubados e reelegemos quem nos rouba, reclamamos de tudo, mas me questiono: Fazemos a nossa parte?                 Educação, não apenas soletrar e juntar letras formando palavras, nem decorar a tabuada, mas sim, aprender a pensar, a questionar, a perceber que existem ângulos diferentes para olhar tudo. Temo dizer, mas: tudo está errado!                 Saídas diversas, mas para todas educação, para pensar ...

Luto, subterfúgio, passagem

Imagem
         São tantos os lutos que passamos ao longo da vida, olho para trás e reparo em todos os que passei, e quão importantes foram em minha vida, dos mais diversos: coisas, pessoas, lugares, significados, sabores, até memórias.           Uma dor que se repete, uma dor inevitável, a perda, a ausência do que queremos, do que buscamos e achamos encontrar, do que tinhamos e se foi, de tudo que é nosso, ou que acreditamos ser e nao é mais, pois de fato talvez nunca tenha sido.           A vida e seu milindres, suas particularidades, que tornam tudo tão diferente aos olhos de cada um, mas como transcender desse estado, quais subterfúgios podemos utilizar nesse caminho, que tem um tempo tão próprio? Realmente como em tudo que se trata da vida, não há uma formula ou uma resposta certa, tudo tem várias possibilidades e alternativas, de acordo com cada um.           Logo, de fato, só pos...

Querer X Conquistar X Manter

Imagem
Hoje, duas palavras ecoaram através de mim: conquistar e manter. Automaticamente fui acometido pela lembrança da sensação de quando se quer algo, de forma intensa,  e esse querer de tão grande se transforma numa vontade, necessidade, e mesmo sendo uma ideia, ganha um proporção, na qual se torna algo que se pensa de fundamental importância, e não falo aqui apenas de coisas palpáveis, penso em tudo, e principalmente no que não se tange .                 No nascimento desse querer, agregamos a ele várias possibilidades e expectativas, estas, sendo: possíveis, reais, abstratas e ou simplesmente improváveis. Com tudo etereamente formado, vamos a busca, a conquista desse querer que podemos encontrar ou ser encontrado, sim, não há uma lógica ou uma regra, bem como, na oportunidade do encontro não há nada que comprove exatidão, há apenas um sentir, uma profusão que acontece e se instaura.    ...

Haverá uma Mão

Imagem
          Há uma fragilidade embutida, que me perpassa, mais do que eu gostaria, momentos que mesmo ocultos me causam a sensação de  nudez, de um exposição forçosa mesmo que não percebida ao redor.           Uma angústia solitária, um não pertencer, como se eternamente em transito, uma sabotagem, uma estupidez, uma racionalidade de fragmentos ilusórios, pegos ao acaso das situações possíveis, mas nem sempre visíveis, imaginação.           Medo de ter para perder, a desconstrução da razão que me é tão conhecida, que me imprime tanta segurança, que me deixa tão certo, simplesmente me faz tremer. Me sinto só, estou aprendendo a andar, para alem de alguns tropeços, quedas virão, machucados ocorrerão.   ...

Inquietação transitória

Imagem
Buscando uma fagulha de emoção, como se abstêmio de sentir estivesse,     um buraquinho que não se explica, e sem motivo aparente vem e se instaura, crava sua ausência por dentro, e engole tudo. Como acabar com isto, como preencher esse vazio ilógico e sem razão “aparente”? Música, poesia, pessoas, guloseimas, tudo que se pode rodear, mas nada, quando isto acontece, parece resultar, é como se tivéssemos um buraco negro por dentro, como se ficássemos sem combustível, e fossemos reduzidos, encolhidos a uma fração do nosso tamanho original, até o ponto em que perdemos o controle, sugamos a nós mesmos como se não houvesse nada mais, desprendendo energia que simplesmente se perde e explode numa ausência, que mesmo não existindo, de fato é o centro do nosso buraco negro, algo que só consigo traduzir com vácuo.   Com tudo, de alguma forma, sei e sinto,   que o mesmo pode ser ilusório, transitório e quase nunca real, e por isso nos provoca uma desperdício desp...

Impressões de Setembro

Imagem
Sabe quando de repente, nasce um gostar enorme, dentro de si, e com ele, medos, receios, e um sentimento de não crer, ocorrem concomitantes? Escolho não ceder ao medo, sigo, e me deparo com um enorme gostar, cada dia maior, e não ilusório como se fomentado numa imaginação, num sonho, apenas, se fortalecendo dia a dia, em fragmentos reais, com qualidades e defeitos, com aquelas características rotineiras que nos torna humanos, demasiado humanos. Romper com o passado, ao menos, com o modo de como historicamente comportamentos se repetiam, sinto esse fenômeno, uma mudança avassaladora, sem garantias, praticamente um impulso, sim, há uma impulsividade, que por mais que tente justificar, não se agarra a lógica nenhuma, porém, sendo apenas um movimento que não posso negar como natural, que me faz seguir adiante, que me rompe a razão, ou que se sobrepõem sobre esta, quase absoluta, deixando que a razão seja apenas um eco que se perde no ar. Um novo eu, uma nova permissão de mim, c...

Pensamento Fragmentado

Imagem
Uma falta de explicação, inaplicabilidade de lógica e razão, uma ausência do que poderia chamar de controle, sim, a grande ilusão que alimenta a força de muitos. Como se o chão não existisse, mas não há uma queda, nem um despencar, flutua-se, sendo acometido apenas, pela incredulidade natural, que nos faz temer, pelo incerto que significa ou que pensarmos significar. E de repente, é como alguém que passa 20 anos sem andar de bicicleta e se surpreende a pedalar, porem, sendo para além de uma escolha consciente, uma ligação que se sente.   Germina, plantado, no tempo, na vida, no passado, presente, futuro, em tudo que fomos moldados. Ricardo Pereira. Recife, 06 de setembro de 2013, 18:12

Caminhos de uma trilha inacabada

Imagem
                Descobrir algo que se quer. Querer! E antes de se aproximar, constatar que não terá, poderá tocar, sentir, ver, provar por um tempo, mas nada além.                 Será tudo apenas uma amostra, uma perspectiva, para que o que lhe reste seja uma imaginação embasada, palpável na fração de um passado tangível, um grande e único “se” será instaurado e permeará para sempre questionamentos que jamais serão respondidos. Ricardo Pereira, Recife, 04 de agosto de 2013, 21:49

Expectativa

Imagem
                Tudo começa com uma ilusão, como se fosse algo necessário para que continuemos, como se esta servisse como um pó de pirlim pim pim, criando um pouco de mágica, para um inicio, um começo. Criamos uma imagem com todas as dimensões possíveis para que possamos crer, num ato ou num reflexo consciente no meio do nosso turbilhão inconsciente, que nos move, sem que percebamos. De tão natural, não temos como nos opor, e nessa projeção que criamos estão: esperança, confirmações, desapontamentos, consequências, frustrações, surpresas, realidade, amor, ódio.                 Possibilidades, desejos, sentimentos, tudo se mistura, e reforça a ilusão, a projeção, a aspiração do que realmente queremos, do que pensamos querer.

A um passo

Imagem
Eu queria não querer, mas eu quero Eu queria não pedir, mas eu peço Eu queria falar, mas não falo Se eu beijo, eu quero um beijo Se eu toco, eu quero um toque Se eu  vejo, quero ser visto Se eu ouço, quero ser ouvido Se eu não concordo, eu respeito Se eu não falo, não sou eu Se eu falo, estrago tudo Eu perco o que achei encontrar Desconstruo o que pensei iniciar Eu não sei concertar Pois não sei se quebrou, ou já era assim Metades desiguais Metades possíveis Metades complementares Metades As cartas mostram a lua Pedem paciência Mas o chão treme E tudo fica ao meio A um passo. Sérgio Pereira. Recife, 29 de março de 2013, 20:35

Onde está o tempo presente?

Imagem
                Semana de medos, receios velhos, novos e futuros, a constatação pura e simples de que, controle, é uma mera ilusão, algo que inventamos para continuar, para seguir.                 Realmente não sinto falta dessa sensação, mas não há como negar, ela existe, e permeia, imagino eu, a vida de todo mundo que pensa, principalmente de nós os neuróticos.                 A solução para tudo, seria: Não penso, logo não existo?                 Brincadeiras a parte, a grande questão é: Onde está a responsabilidade e o compromisso das pessoas? Como resposta, penso que tem se perdido, tal e qual, a capacidade de se comunicar em tempo real, usando apenas boca, e o corpo inteiro como expressão, seguido de...

Percepção de Metades

Imagem
Sinto metades Parcialidades Um ruído que permeia o meio Deixa a comunicação incompleta Impressão de falta Vejo metades Com encaixes possíveis E ajustes perceptíveis Engrenagens dentadas Duas partes Complementares Há energia Mas uma força parcial Entrave Respiro metades Um falta de entrega Um cuidado inicial Medo, receio, cautela Ou apenas miopia da minha costumeira ansiedade Provo metades Que me testam Amedrontam Gritam paciência Sabedoria  e atenção Tempo Tento Tenho Ouço metades Quero juntar Unir Fundir Harmonizar Mas são metades Carecem dois Para ser um Metade de mim Metade de te Inteiro de dois Sérgio Pereira, Recife, 28 de janeiro de 2013, 22:06

Um novo amanhã.

Imagem
                Ter cuidado, pensar bem antes de escolher um caminho, tentar prever as possibilidades, tudo a partir do que vivemos até então e do que vemos agora. Julgar, decidir escolher, acreditando que as observações pertinentes irão mudar, ou melhor, diminuir, o risco de algo negativo ou ruim acontecer.                 Verdade ou ilusão?                 Fato: nunca saberemos.                 O amanhã é e sempre será uma incógnita, mas nossos atos têm consequências e mudam a todo tempo nossa trajetória, criam novos vieses, porém, não acho justo que estanquemos nossas vidas, até concordo que algumas pausas sejam necessárias de acordo com os percalços vivenciados, mas pausa...

A moça na janela.

Imagem
Havia uma moça na janela De lá, tudo ela via, Havia um novo horizonte, E uma ponta de medo ela sentia, Como se algo estivesse para acontecer. Observava! Naquela noite amarela, O vento soprava leve e fresco, Dando uma leve tranqüilidade no ar Que apenas era quebrada pela sua impressão, Aquela sensação de que algo estava fora da ordem, Fora do eixo, mesmo parecendo tudo perfeito. Assim continuava tranqüila, Observando a tudo e sentindo a brisa, Que batia levantando levemente a sua saia branca . Uma certa liberdade lhe corria o pensamento e a alma, Fazendo por vezes a má impressão desvanecer, Por alguns segundos Ela continuou ali parada, Por uma eternidade de instantes, Sentindo as impressões incertas, Na sua vista concreta De um horizonte etéreo. Sérgio Pereira, Luanda, 17 de outubro de 2007, 22:50.

Aprendendo a desistir

Imagem
                 Há  momentos em nossas vidas,que desejamos algo ou alguém, e que de repente pensamos ter encontrado, não digo, ter conseguido e sim  apenas vislumbrado no hori zonte. Nesse momento a esperança vem e nos preenche com o que é necessário para trilhar o caminho do que se avistou, porém, esquecemos que a miragens existem,                 Cheios de um otimismo cego, seguimos, mais para imagem do objeto de desejo do que o objeto em si. Num dado momento, chegamos ao que vimos ou supostamente idealizamos ter visto,                   Nem sempre, o algo ou alguém, é recíproco ou como pensávamos ser, existe inúmeras particularidades que por mais minuciosos que sejamos não conseguiremos prever, saber ou existir.    ...

2º Domingo e Maio

Imagem
            Fui lá, matar minha saudade, ou melhor, atuali zar suas bases, como desculpa o dia das mães, embora, desculpa não seja necessário, mas nesse mundo capitalista temos que seguir certos ritauis, para ninguém olhar para você e falar:             - Q ue filho ingrato, nem foi ver a mãe!                         Para min esta questão de data, é como  clichê já aclamado aos quatro ventos: comercial. Dia da mãe, tem de ser todo dia, bem como, do Pai e do Saci Pererê, mas falando especialmente das mães, que este não seja apenas um dia de lembrar que ela existe, mas sim para a renovação constante do amor que geralmente existe nessa relação.             Foi um dia tranquilo, com aquele cheiro de comida invadindo a casa...

A dança que não houve

Imagem
Você me chamou para dançar Com o olhar Com o corpo Você me entendeu Você me leu E não usou isso com sabedoria Foi proveito Foi mesquinho Foi você Efêmero Perecível Fugaz Sem ritmo Sem dança Sem som Ricardo de Pereira Recife, 06 de maio de 2012, 16:47