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Mostrando postagens com o rótulo Impressão

Ta tudo errado, mas tudo continua igual

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          Sigo buscando rumos e direções em mapas que nao sei ler, ajudas mágicas num GPS surreal, creio e sinto cada dia mais, que não é uma questão particular da minha pessoa, tenho o sentimento cada vez mais arraigado de que a humanidade em si, é uma sucessão de perder-se, que de tão natural,  se entende e se tem como certo.           Perdição,  sim, é onde estamos e onde imagino nunca sairemos,  está na nossa essência e como parte desta, coibe e cega em massa a possibilidade mínima de contestação, as minimas oposições, mesmo na sua parcialidade de elementos é abatida, abortada e declarada alienada.           Copiamos, mimetizamos tudo que vem antes, há sim  pequenos ajustes, ou melhor dizer, defeitos na reprodução, ...

Beijo

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Pode  acontecer de vários modos Numa explosão impulsiva Numa estratégia perseguida Num roubo esperado, ou não Pode demorar Pode até não acontecer e virar sonho, ilusão Mas sempre, para existir vai haver toque Vai haver troca Pupilas que se dilatam Mãos que não ficam quietas, tateiam Pode ser lento ou apressado Suave ou febril Pode ser tudo junto e misturado Lábios que se unem Respirações que ofegam Línguas que se entregam Bocas que aceitam Maleáveis Numa dança de entregas Empatia sinestésica Pode ser um começo Um  talvez Um desistir Pode durar várias eternidades De um momento De um dia, meses, anos ou até de uma vida Pode ser simplesmente efêmero E até esquecido Mas mesmo assim, imprime Marca Que seja, bom, ruim Ou desenxabido Deve existir Pois, pode definir. Sérgio Pereira, Recife, 30 de abril de 2013, 0:49

Confiar ou desconfiar?

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            Sinto como se fosse algo instintivo, que se forma a partir de leituras quase que inconscientes do que observamos, nesse ponto, falo de primeiras impressões, da leitura instantânea que fa zemos do outro , mas que por ra zões da nossa racionalidade precisamos testar e confirmar.             Deixamos de lado, o visceral, que nos fala de forma indelével, porém, que não se arraiga a um “por que” lógico e racional. Somos educados para saber o porquê, para não acreditar, para desconfiar, nesse raciocínio, no qual, a lógica vai se formar a partir dos fatos que observamos, com base em ângulos que nem sempre nos trarão um panorama completo da situação.             Uma sucessão de recortes, como numa colcha de retalhos, que de forma associativa, e ouso di zer especulativa, nos atrevemos a coser, com isso, vamos ali...

Um dia comum.

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Parecia apenas mais um dia comum, rotineiro, sem surpresas, tudo foi como geralmente é, o ir e vir, trabalhar, voltar, comer, tudo tão igual, os mesmos hábitos ao voltar para casa, num ócio improdutivo que por horas permeia a vida de qualquer cristão. Eis que no meio do nada surge um lampejo fortuito que nem se quer queria parecer possibilidade, incólume de qualquer pretensão, fluido e harmônico fez-se palavra e sutileza, de uma forma sempre suave, mas sagas, inteligente e direta. Houve uma lacuna de tempo e espaço, apenas ligada por um sms, seguido de uma impressão de dissolução, descontinuidade. Ledo engano! Surpresa ao toque de um telemóvel , conhecer um lugar novo, Uma pessoa nova, Conversar, Rir, Beber, Comer, Trocar olhares, Não saber se as impressões estão corretas, Ser surpreendido E ficar.                 Ficar e querer repetir, e repetir, e lembrar, várias vezes, mas sempre de uma forma tranqüila, tenro...

Perda

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Aprendemos tantas coisas ao longo de nossas vidas, nos habituamos com coisas boas e ruins e a partir desse aprendizado fazemos nossas escolhas, seguimos nossos caminhos, nos envolvemos, conhecemos quem nos rodeia e milhares de sentimentos afloram naturalmente no meio de tudo isso. Sentimentos bons como amor, fraternidade, carinho, respeito, admiração, ajudam-nos construir uma imagem de sentimentos da figura de quem temos, de quem queremos, e essa figura, formada a partir do que sentimos vai muito além do que é fisicamente. Um amálgama de sentimentos, forma, atitudes que não escolhe parentesco, cor, raça ou qualquer tipo de orientação.          Envolvemos-nos de uma maneira tal que conseguimos conviver com o todo, o bom o mau, os conflitos, aceitamos do modo que é, tentando de uma forma natural certos ajustes em comum acordo, tudo se torna tão rotineiro que nos esquecemos da importância das nossas relações, da força que existe nestes vínculos in...

Te amar não foi a coisa certa a fazer?

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               Te amar não foi a coisa a certa? Entreguei uma vida por você, sonhos, desejos, a aspiração de futuro. Quantas promessas feitas, quantos discurso s inúteis, olho para trás e vejo que jamais sentirei o que senti, jamais viverei algo parecido com o que tive. Não sei voltar, não acho possível, não consigo, não e de mim.                 Juntos, éramos perfeitos, me sentia pleno, mesmo nas minhas falhas, um complemento harmônico do que sonhei pleno, mas algo aconteceu conosco, algo que não sei explicar, você sabe, você me fez chorar e sei que fiz o mesmo com você, feridas se abriram, conseguimos sarar, com tudo, as marcas ficaram. Ao longo dos anos alguns fatos foram recorrentes e novas marcas se estabeleceram.  – Como dói ter esta certeza!                 ...

Impressões "Duas Cantigas"

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Vinte   horas e quinze minutos, mais ou menos por essa hora chego eu acompanhado de um amigo ao Museu da Casa de Farinha de Caruaru para assistir a um projeto musical chamado Duas Cantigas, concebido pelo músico caruaruense Valdir Santos. Antes de tudo começar vago pelo museu, observo fotos, artefatos, o ontem. Subo até o piso onde será realizado o projeto, vejo músicos em três níveis, diversos instrumentos percussivos, violões, um violoncelo, flauta doce, elementos que não são exatamente instrumentos, mas sinto que se tornarão.                 Com algumas pessoas já presentes, Valdir Santos abre a apresentação num bate papo descontraído, falando do que inspirou e motivou tudo aquilo, apresenta os parceiros e inicia o que seria uma grata surpresa para uma terça-feira rotineira. Arranjos criativos saltam-me aos ouvidos, numa mistura bem contemporânea de uma música brasileira, global, com nuances nordestino...

O mundo moderno e seus males

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                   Não sei se devo usar moderno ou contemporâneo, bem, voltando, as pessoas se encontram, acho forte dizer se encontram, as pessoas ficam, maravilham-se momentaneamente umas com as outras e naquele momento parece não existir mais nada, tudo acaba se suprindo, carências, desejos, medos, uma descarga instantânea de completude.                 Logo depois não sentem mais nada ou se sentem suprimem, assim surge o assunto recorrente, ao menos, nas minhas observações, em várias rodas de conversas: tantas pessoas reclamam de solidão, de não encontrar ninguém interessante, tanta gente sozinha querendo alguém, mas ninguém se encontra. Surgem os relatos: encontrei tal pessoa foi tão perfeito, trocamos telefone e ninguém ligou, fica cada um de um lado esperando ou ninguém espera nada e só reclama depois, fora os que ligam e sã...