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Mostrando postagens de Julho, 2012
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A moça na janela.

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Havia uma moça na janela
De lá, tudo ela via,
Havia um novo horizonte,
E uma ponta de medo ela sentia,
Como se algo estivesse para acontecer.
Observava!

Naquela noite amarela,
O vento soprava leve e fresco,
Dando uma leve tranqüilidade no ar
Que apenas era quebrada pela sua impressão,
Aquela sensação de que algo estava fora da ordem,
Fora do eixo, mesmo parecendo tudo perfeito.

Assim continuava tranqüila,
Observando a tudo e sentindo a brisa,
Que batia levantando levemente a sua saia branca .
Uma certa liberdade lhe corria o pensamento e a alma,
Fazendo por vezes a má impressão desvanecer,
Por alguns segundos

Ela continuou ali parada,
Por uma eternidade de instantes,
Sentindo as impressões incertas,
Na sua vista concreta
De um horizonte etéreo.

Sérgio Pereira,
Luanda, 17 de outubro de 2007, 22:50.

Raiva

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Desejo, poder, perversão.

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Interessante perceber como algumas pessoas gostam de brincar com o poder que exercem sobre as outras, como um gato que brinca com o ratinho que pegou e que nem vai comer. Há uma crueldade não assumida nesses comportamentos, que faz parte da nossa rotina social, das nossas relações, como uma arma no exercício de desejar e ser desejo.                 Algumas pessoas abusam desse poder, e nisso perdem a sua beleza, porém para quem deseja, perceber isso nem sempre culmina em realizar a sua posição de vítima, mesmo que,  espontânea da situação. Alguns jamais conseguem de desvencilhar e se submetem ao poder que fornecem ao malvado em questão, homens, mulheres, vitimas do que almejam e acabam confundindo com o que enxergam como o mais próximo daquilo que de fato se quer.                 Tão difícil conseguir quebrar esse padrão, mas quando se aprende, as coisas podem se tornar menos complexas, ao menos, a identificação dos praticantes dessa arte de brincar com a presa.         …

Combustão de pensar

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Confiar ou desconfiar?

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Sinto como se fosse algo instintivo, que se forma a partir de leituras quase que inconscientes do que observamos, nesse ponto, falo de primeiras impressões, da leitura instantânea que fazemos do outro, mas que por razões da nossa racionalidade precisamos testar e confirmar.             Deixamos de lado, o visceral, que nos fala de forma indelével, porém, que não se arraiga a um “por que” lógico e racional. Somos educados para saber o porquê, para não acreditar, para desconfiar, nesse raciocínio, no qual, a lógica vai se formar a partir dos fatos que observamos, com base em ângulos que nem sempre nos trarão um panorama completo da situação.             Uma sucessão de recortes, como numa colcha de retalhos, que de forma associativa, e ouso dizer especulativa, nos atrevemos a coser, com isso, vamos alimentando a nossa razão, e nos alicerçando para a escolha de: confiar ou desconfiar.             No meio dessa justificativa para a confiança, podemos também ser vítimas, dos  jog…

Minhas lembranças eternas

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Sabe quando se é atingido por uma sequência de memórias boas, de um tempo que foi, de um tempo que não volta, de quando tudo foi tão bom que quando se olha para trás, o que houve de ruim ou duvidoso, parece apenas ter existido para tornar realmente tudo que houve especial, sim, como um contraste necessário para garantir que certas cores e  momentos, se sobressaíssem.                 Um tempo que as risadas eram fluidas, que cabeças diversas e diferentes tinham um pensamento compartilhado, um tempo onde dizer eu te amo era o verbo mais  conjugado, uma fraternidade, que penso eu, jamais tornarei a experimentar.                 Olho para essa eterna lembrança, e fisicamente, sinto, a energia que existia, a força que nos envolvia, a festas programadas ou não, a comunhão nas mais diversas horas, dionisíacas ou não. Lágrimas, risos, conversas sem fim, uma vontade pungente por algo maior, um desejo pleno por ir além.                 No meio desse turbilhão de lembranças, onde de…

Uma noite possível!

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