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Mostrando postagens com o rótulo pensamento

Disrupção

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Faz um tempo que não apareço por aqui e curiosamente não é por falta de relativizar, pensar, querer, é a ausência do fazer, do executar. Hoje caminhado pela praia de um dia cinza me veio disrupção na cabeça, uma necessidade de quebrar padrões, romper e junto com esse pensamento o sentimento de dificuldade, da dureza que é seguir pelo caminho fora da lógica que nos foi impelida. A normatização da vida que nos é ensinada desde feto, os padrões, a lógica das maiorias que por mais diferentão que você seja ou pense, permeará por caminhos regimentados em algum momento, adotará comportamentos de opressor ou fará mesmo que sem querer coisas que corroboram para a manutenção da harmonia, da ordem, do padrão, do pensamento coletivo cíclico e linear. Não é fácil! O importante é continuar tentando novos caminhos, novas formas, é não travar apenas porque se diz que é assim. Acabamos seguindo fluxos involuntários padronizados e isso se reflete em todos os níveis das nossas relações e interações s...

Perdido na floresta

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Perdi-me na floresta, que entrei sem abrir caminho, sem jogar migalhas de pão, não fiz um mapa pra voltar. Uma floresta densa, que não se via o céu, apenas alguns raios de luz penetravam as copas frondosas de árvores gigantescas. Esqueci do azul do céu, esqueci o caminho para voltar, me deixei na sombra das árvores, contemplando apenas o que estava a vista, vivendo, ou melhor, sobrevivendo, como se tudo fosse suficiente, como se não houvesse na floresta, clareiras, serras, vales, rios, montanhas, fiquei apenas na parte densa, escura, úmida, me decompondo. Me desfiz no solo, num mesmo lugar, me sentido parte, mas sem vida, porém me concentrando num ponto, como uma semente, até que bateu dias de chuva, seguidos de raios de sol, e de repente como se rompe-se uma casca, senti algo sair, uma esperança, verde e pequena, germinou, dias, noites, orvalho, uma luta por mais sol, mais luz, fotossíntese, transformar o ar, sair de onde estava, movimentar. Crescer novamente, renascer, com uma ...

Sentir

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Sentir, sentir, por mim, por você,  por quem está longe, por quem está perto, por quem se foi e deixa uma ausência que não se preenche. Uma marca, uma cicatriz,  que fica num looping do tempo vivido, a cada piscada de lembrança,  como um membro fatasma de um  amputado, não está mais lá,  mas está. Sérgio Pereira, Recife, 13 de agosto de 2014, 23: 24

Coisas que tenho e sou

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Tenho por princípios não esperar Tenho a razão como lógica Quero objetividade,  como se natural ao mundo fosse Tenho minhas verdades, mas há um medo de convicções Vivo impulsos com lampejos de minhas razões Por vezes foi preciso voltar para por um ponto, um fim Me contradigo em expectativas, que a razão não muda Mas tenta abafar Inicio coisas sempre com esperança Tenho o pessimismo como prudência Mas padeço de um otimismo altista Que me faz projetar sonhos e nem sempre realizar Brinco de controle, sabendo que não existe Consigo rugir como um leão, mas sempre com um plano de evasão em mente Amo desafios, sempre os escolho,  mas reclamo quando os consigo Gosto de quase tudo, sigo correntezas Mas sei aportar e usar: motor, vela e o que for preciso pra mudar direções Tenho sentido um desejo enorme de algo que não tenho Já posso ter tido e talvez nunca terei E por vezes penso não existir Mas os anos me trouxeram ums fé ligada ao meu otimismo altista Que ins...

O tempo que se tem

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Tempo de escolhas minhas Tempo de não escolher ser escolhido Tempo de não ter tempo para os tempos de outros Tempo de ser só,  sem sentir-se sozinho Tempo de enxergar o que não era visto Tempo de crer, mesmo diante de tudo que ja foi visto Tempo de esperar, desejar e viver Tempo que para mim não será para você Tempo de encontros, de se perder Tempo de deixar o tempo ser o tempo que quer ser Tempo que não volta, nem  vai correr Tempo que não para Tempo que se acaba, que se perde Por escolha ou não escolher Tempo que ajuda e atrapalha Tempo que se arrasta Tempo que acaba Tempo que é morte Mas que não sabe se é fim. Sérgio Pereira, Recife, 14 de julho de 2014, 22:51

Felicidade?

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A felicidade nem sempre é bonita Varia e permeia dimensões Do maginário ao real Do concreto ao impossível Pode ser a feia a mais bonita A simples a mais complexa e difícil O desejo perpétuo o fim de qualquer possibilidade Surge na intermitência e nela existe. Ricardo Pereira, Recife, 21 de abril de 2014,  18:42

Luto, subterfúgio, passagem

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         São tantos os lutos que passamos ao longo da vida, olho para trás e reparo em todos os que passei, e quão importantes foram em minha vida, dos mais diversos: coisas, pessoas, lugares, significados, sabores, até memórias.           Uma dor que se repete, uma dor inevitável, a perda, a ausência do que queremos, do que buscamos e achamos encontrar, do que tinhamos e se foi, de tudo que é nosso, ou que acreditamos ser e nao é mais, pois de fato talvez nunca tenha sido.           A vida e seu milindres, suas particularidades, que tornam tudo tão diferente aos olhos de cada um, mas como transcender desse estado, quais subterfúgios podemos utilizar nesse caminho, que tem um tempo tão próprio? Realmente como em tudo que se trata da vida, não há uma formula ou uma resposta certa, tudo tem várias possibilidades e alternativas, de acordo com cada um.           Logo, de fato, só pos...

A hora de voar

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Hora de partir, desistir, recomeçar Hora de decidir Como saber Como prever Existe um sinal? Escolhas de hoje Respostas do amanhã Que so chegarão pela vivência Da dor e do prazer Que sentiremos como respostas Do escolher... Percepção real ou imaginária Até onde o que vemos é realidade Ou apenas reflexo do nosso desejo Ego ou imaginação Pensamentos pairam Sem razão lógica Uma abstração de sentimentos Soltos, que têm porque.... Mais como saber a hora de voar? Luanda,  29 de agosto de 2006. Revisto em Recife, 05 de fevereiro de 2014, 11:19

Quebrando as correntes do mal

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Tenho sido acometido por uma raiva sem precedente, mas em nenhum momento a deixei tomar conta de mim, dos meus atos. Tenho estado cansado de ser engando, de ser tratado como se não importasse, pelo Estado, pelas pessoas, pela mídia, por todos e tudo aquilo que faz uso da visão apenas para olhar o próprio umbigo. Não sei o que fazer, mas em algum momento o copo transbordará, e valha-me Deus, não ocorra um “ Dia de Fúria”. São chefes que não sabem ouvir, centralizam e colocam a culpa nos outros, são pessoas que não sabem amar e saem por ai seduzindo e destruindo os sentimentos alheios, políticos que aprovam leis que não seguem e roubam de quem não tem e de quem tem, é uma sucessão de injustiças irreparáveis, que exprime a mais pura humanidade no seu lado podre e que existe dentro de todos. Ficamos sem voz, ficamos sem explicação, há um silêncio covarde que nos é imposto e uma mouquidão   para o que dizemos. Ausência, inercia, apatia, como quebrar essa onda malévola que semp...

Pensar de dois momentos

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  Uma vontade de euforia me acomete, num rompante que não resulta, fica apenas o desejo, que não se faz e lateja como um eco que hora desaparece, rotina, sim rotina, é o que tem para hoje, uma segunda-feira, que mesmo sendo o segundo dia da semana, é onde tenho a sensação que tudo começa, mesmo que não tenha tido fim.                Acordar, tomar banho, café, ligar o carro, pegar transito, ir ao trabalho, tudo igual, ou ao menos, tudo com uma sobra de semelhança com o ontem. Fazer valer a pena, extrair algo diferente da repetição, cíclica e temporal que é esse momento chamado de vida. Conhecer pessoas, sorrir, chorar, aprender, fazer nada, fazer tudo que for possível e que tenhamos coragem, pois nem sempre a vontade é suficiente, para continuar. Uma constante ressignificação, de tudo a minha volta, de tudo que escolhi como parte de mim, com suas extensões: pessoas, lugares, coisas.  ...

Querer X Conquistar X Manter

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Hoje, duas palavras ecoaram através de mim: conquistar e manter. Automaticamente fui acometido pela lembrança da sensação de quando se quer algo, de forma intensa,  e esse querer de tão grande se transforma numa vontade, necessidade, e mesmo sendo uma ideia, ganha um proporção, na qual se torna algo que se pensa de fundamental importância, e não falo aqui apenas de coisas palpáveis, penso em tudo, e principalmente no que não se tange .                 No nascimento desse querer, agregamos a ele várias possibilidades e expectativas, estas, sendo: possíveis, reais, abstratas e ou simplesmente improváveis. Com tudo etereamente formado, vamos a busca, a conquista desse querer que podemos encontrar ou ser encontrado, sim, não há uma lógica ou uma regra, bem como, na oportunidade do encontro não há nada que comprove exatidão, há apenas um sentir, uma profusão que acontece e se instaura.    ...

Haverá uma Mão

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          Há uma fragilidade embutida, que me perpassa, mais do que eu gostaria, momentos que mesmo ocultos me causam a sensação de  nudez, de um exposição forçosa mesmo que não percebida ao redor.           Uma angústia solitária, um não pertencer, como se eternamente em transito, uma sabotagem, uma estupidez, uma racionalidade de fragmentos ilusórios, pegos ao acaso das situações possíveis, mas nem sempre visíveis, imaginação.           Medo de ter para perder, a desconstrução da razão que me é tão conhecida, que me imprime tanta segurança, que me deixa tão certo, simplesmente me faz tremer. Me sinto só, estou aprendendo a andar, para alem de alguns tropeços, quedas virão, machucados ocorrerão.   ...

Inquietação transitória

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Buscando uma fagulha de emoção, como se abstêmio de sentir estivesse,     um buraquinho que não se explica, e sem motivo aparente vem e se instaura, crava sua ausência por dentro, e engole tudo. Como acabar com isto, como preencher esse vazio ilógico e sem razão “aparente”? Música, poesia, pessoas, guloseimas, tudo que se pode rodear, mas nada, quando isto acontece, parece resultar, é como se tivéssemos um buraco negro por dentro, como se ficássemos sem combustível, e fossemos reduzidos, encolhidos a uma fração do nosso tamanho original, até o ponto em que perdemos o controle, sugamos a nós mesmos como se não houvesse nada mais, desprendendo energia que simplesmente se perde e explode numa ausência, que mesmo não existindo, de fato é o centro do nosso buraco negro, algo que só consigo traduzir com vácuo.   Com tudo, de alguma forma, sei e sinto,   que o mesmo pode ser ilusório, transitório e quase nunca real, e por isso nos provoca uma desperdício desp...

Lacunas

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          São pensamentos estranhos, alguns me perseguem agora. Não compreender, duvidar, imaginar o que se entende apenas por observar, impressões do sentir.           Novos caminhos, certos ou incertos, no qual, brotam lacunas não preenchidas que permeiam uma imaginação inquieta, esta, que insiste preencher qualquer ausência existente, porém, sem se ater ao material utilizado para tanto, podendo por isso, aumentar lacunas ou simplesmente criar armadilhas.           Distante, omisso, preterido, talvez tudo já dito, ou não. Incerto, ilusório, imaginativo, ou apenas tempos diferentes, que nem sempre sincronizam. Ricardo Pereira Recife, 20 de outubro de 2013, 19:31

Impressões de Setembro

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Sabe quando de repente, nasce um gostar enorme, dentro de si, e com ele, medos, receios, e um sentimento de não crer, ocorrem concomitantes? Escolho não ceder ao medo, sigo, e me deparo com um enorme gostar, cada dia maior, e não ilusório como se fomentado numa imaginação, num sonho, apenas, se fortalecendo dia a dia, em fragmentos reais, com qualidades e defeitos, com aquelas características rotineiras que nos torna humanos, demasiado humanos. Romper com o passado, ao menos, com o modo de como historicamente comportamentos se repetiam, sinto esse fenômeno, uma mudança avassaladora, sem garantias, praticamente um impulso, sim, há uma impulsividade, que por mais que tente justificar, não se agarra a lógica nenhuma, porém, sendo apenas um movimento que não posso negar como natural, que me faz seguir adiante, que me rompe a razão, ou que se sobrepõem sobre esta, quase absoluta, deixando que a razão seja apenas um eco que se perde no ar. Um novo eu, uma nova permissão de mim, c...

Pensamento Fragmentado

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Uma falta de explicação, inaplicabilidade de lógica e razão, uma ausência do que poderia chamar de controle, sim, a grande ilusão que alimenta a força de muitos. Como se o chão não existisse, mas não há uma queda, nem um despencar, flutua-se, sendo acometido apenas, pela incredulidade natural, que nos faz temer, pelo incerto que significa ou que pensarmos significar. E de repente, é como alguém que passa 20 anos sem andar de bicicleta e se surpreende a pedalar, porem, sendo para além de uma escolha consciente, uma ligação que se sente.   Germina, plantado, no tempo, na vida, no passado, presente, futuro, em tudo que fomos moldados. Ricardo Pereira. Recife, 06 de setembro de 2013, 18:12

Eremitando

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                Eremitando, tenho conjugado esse verbo que nem existe, mas que se faz aqui. Sendo para mim escolha não escolhida, absorvida, entranhada, como se natural, fosse, porém, não é. Nasce das circunstâncias consequentes, das reações inerentes dessa vida, que teimamos em chamar de moderna, mesmo que não seja.                 Essa conjugação é como virose, pois, por mais que não queria, percebo várias pessoas com a mesma utilização, do verbo que não existe, uma disseminação em escala cada vez maior. Vida Moderna?                 Mas ser “Eremita” tem outros vieses nos dias de hoje, pois há variações de solidão, que permeiam o real, o virtual, e dentre estes, ainda haverá mais nuances, mais níveis, bem como, várias formas de controlar o ser só, podendo ser de forma química, imagi...

Valor, felicidade e vida

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                Hoje me veio um pensamento constante, sobre o valor que damos a tudo na nossa vida, valor empregado em coisas que geralmente não conseguimos mensurar de forma precisa, pois simplesmente não temos medida.                 Quanto vale uma amizade, um amor, confiança, um ato de gentileza, um sorriso, um dia bom, ou até mesmo um dia nublado e chuvoso onde tudo pode parecer não ter dado certo? Quanto vale nossa vida com tudo de bom e ruim que possa existir?                 Nesse nosso sistema, que aceitamos, e seguimos, como correnteza que não se vence, misturamos capitalismo, sentimentalismo, egoísmo e todos os ismos possíveis, numa grande sopa, na qual,  sabores se confundem, e cada dia mais, vejo pessoas, esquecendo sabores,  texturas...

Fugindo

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          Fugindo de mim e de coisas que me obriga a vida, como se houvesse, ou realmente haja um profundo cansaço, uma fadiga crônica e intermitente, que se acusa estranhamente em auto sabotagens, em momentos que sua não ocorrência me possibilitaria, talvez, futuros melhores ou menos demorados.            Cançado de velhos hábitos que repito, de velhas racionalidades que me limitam, de convicções que me aprisionam.           Uma vontade de romper com tudo me consome, mas minha fadiga crônica intermitente, chega e consome: força, desejo e tudo que havia planejado.           Sinto faltas, e ainda sim, quero quebrar a forma.           Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Ricardo Pereira...

Caminhos de uma trilha inacabada

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                Descobrir algo que se quer. Querer! E antes de se aproximar, constatar que não terá, poderá tocar, sentir, ver, provar por um tempo, mas nada além.                 Será tudo apenas uma amostra, uma perspectiva, para que o que lhe reste seja uma imaginação embasada, palpável na fração de um passado tangível, um grande e único “se” será instaurado e permeará para sempre questionamentos que jamais serão respondidos. Ricardo Pereira, Recife, 04 de agosto de 2013, 21:49