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Mostrando postagens com o rótulo sentir

Inquietação transitória

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Buscando uma fagulha de emoção, como se abstêmio de sentir estivesse,     um buraquinho que não se explica, e sem motivo aparente vem e se instaura, crava sua ausência por dentro, e engole tudo. Como acabar com isto, como preencher esse vazio ilógico e sem razão “aparente”? Música, poesia, pessoas, guloseimas, tudo que se pode rodear, mas nada, quando isto acontece, parece resultar, é como se tivéssemos um buraco negro por dentro, como se ficássemos sem combustível, e fossemos reduzidos, encolhidos a uma fração do nosso tamanho original, até o ponto em que perdemos o controle, sugamos a nós mesmos como se não houvesse nada mais, desprendendo energia que simplesmente se perde e explode numa ausência, que mesmo não existindo, de fato é o centro do nosso buraco negro, algo que só consigo traduzir com vácuo.   Com tudo, de alguma forma, sei e sinto,   que o mesmo pode ser ilusório, transitório e quase nunca real, e por isso nos provoca uma desperdício desp...

Porque o faz de conta não conta?

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Mágica, sonhos, aspirações, o brilho de um desejo construído, que de tão natural, puro e nítido, parece que vivemos, imaginamos os detalhes mais ínfimos, pensamos em tudo e deixamos de pensar em tudo também, antagonicamente é exatamente assim que acontece, ao menos é como percebo, como sinto, como já vivi e também como sinto que outros já viveram.                 Tudo começa na infância, pelos livros, quadrinhos, histórias de avô ( sentado no colo dele), pela nossa própria, linda e grandiosa imaginação, capaz de nos transportar e fazer qualquer, digo, qualquer coisa que queiramos. Lembro do pé de manga, das suas raízes profundas, repletas de musgo seco (no verão) e lodo e musgo (nas chuvas), lembro de sentar entre as raízes e passar horas, num mundo que não era ali nem acolá, haviam pássaros voando nas mais diversas cores, pessoas mágicas, tudo era tão possível, lembro perfeitamente de me sentir comple...

Pensamento do meio da tarde

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Recuperar a capacidade de me emocionar com o mínimo, sentir o frisson sem tanta complexidade, seja por uma música, um vento que passou, pelo simples fato de estar aqui, agora, escrevendo. Ricardo Pereira Recife, 20 de março de 2012

3.5 o divisor de águas

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Amanhã pode ser muito tarde, hoje pode ser muito cedo, quem vai saber? Quando sair, quando chegar, desistir, tentar, nada se sabe de fato, ficamos com nossas crenças, com nossas expectativas, e muita esperança. É como percebo, cada um, depositando nesse crer especulativo, uma possibilidade, que se pensarmos friamente, é uma escolha. Escolha que deixamos nascer, e cultivamos o crescimento, em alguns momentos resulta, em outros não, pode crescer e ser para sempre ou apenas infinito enquanto dure, mas sempre vale a pena, já que vida nada mais é que uma colcha de crenças e escolhas. A colcha em que deitamos e nos cobrimos, onde podemos ver o que foi, o que é e o que poderá ser, o que nos torna quem somos e também o que podemos ser.   Hoje escolho coser uma nova colcha, tudo diferente, é difícil mudar o hábito, mudar o ritmo, a cor, a textura, novas escolhas, novos caminhos, tem-se que cegar ou perder o tato e reaprender novamente, mas cada vez mais, sinto que vale a pena. Desintoxic...

A sete palmos/Six feet under

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Um sentimento de partida se instaura, Olhar para frente Lembrar do que ficou, Não parar, Seguir. Vazio, Angustia, Tristeza, Incerteza. Olhar para frente, Saudade, Perdas e ganhos, Desejo do novo, Que não nega o passado Nem coíbe o futuro Lágrimas, Um caminho pela frente, Estradas, ruas, pessoas. Vida, um leve olhar para ontem, Um receio do não saber. Olhar para frente, Se dividir, do que foi Do que será, Dor, vontade, força, Seguir. Crescer, Envelhecer, Ver os seus partir, Esperar a sua partida, Lembrar, Sentir, Amar, Viver, Morrer. Existir. Ricardo Pereira, Recife, 09 de janeiro de 2012, 20:54.

Uma possibilidade da falta

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Sentir falta, Saudade, Ver a distância Como uma linha no horizonte, Que não se esconde, Fica. Sentir falta, Inércia, Ver a distância Como uma parede de concreto Que não une, Separa. Sentir falta, Lembrança, Ver a distância Como uma vela acesa, Que não perdura, Desvanece. Sentir falta, Reciprocidade, Ver a distância Como um caminho bifurcado, Que não encontra, Some. Ricardo Pereira, Recife, 03 de janeiro de 2012, 22:41.

Um sonho, um sentimento, uma expressão...

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De repente eu estava na água, na água do mar, próximo a margem, senti o sal e um chacoalhar de ondas calmas, quase como numa lagoa com um vento forte, era noite e focos de luz me rodeavam, mergulhei meu rosto vi pequenos peixes e uma areia branca sob o facho de luz que vinha do alto, olhei ao redor e vários pontos estavam iluminados,   de uma fonte que não sei explicar, apenas estavam.   A água fora destes focos era turva, escura, mas não por estar suja ou enlameada e sim por falta de luz, era a escuridão da noite, a ausência da claridade. Não senti medo, a temperatura estava tão agradável, fiquei mergulhando, vendo os peixes, indo de um canto a outro, percorrendo os focos de luz que não entendia. Estranhamente eu estava sentado na água, como se houvesse algo sob mim, mas nada havia, parei um tempo e olhei ao redor, tentando perceber o ambiente, quando meus olhos se acostumaram vi tudo numa penumbra marrom, bem escuro, como se tudo estivesse em sépia. Atrás de mim um pouco ...

Paixão é Art Nouveau

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Paixões nunca são iguais, tudo muda de tempo e espaço, a única coisa que se repete somos nós como referência, mesmo que ninguém nunca seja o mesmo depois de uma paixão ou se pensarmos numa perspectiva maior, nenhuma pessoa permanece a mesma após o fim de uma relação, de um amor. Mas quando apaixonados não pensamos em nada além do fruto da paixão, do que mesmo sem querer se faz lembrar ao simples ato de abrir os olhos quando nos acordamos. Sabores, toques, cheiros, visão, todos os nossos sentidos mudam, melhoram, nos dão uma dimensão tão prazerosa que nos perdemos, daí a ciência vem e diz que existe um prazo para paixão e que segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque. Ela diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”, olhando desta   forma de uma maneira puramente química e fisiológica, onde o diencéfalo ou cérebro primitivo, comum a todos os mamíferos, intervém, através do hipotálamo, nos no...