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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Quebrando as correntes do mal

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Tenho sido acometido por uma raiva sem precedente, mas em nenhum momento a deixei tomar conta de mim, dos meus atos. Tenho estado cansado de ser engando, de ser tratado como se não importasse, pelo Estado, pelas pessoas, pela mídia, por todos e tudo aquilo que faz uso da visão apenas para olhar o próprio umbigo. Não sei o que fazer, mas em algum momento o copo transbordará, e valha-me Deus, não ocorra um “ Dia de Fúria”. São chefes que não sabem ouvir, centralizam e colocam a culpa nos outros, são pessoas que não sabem amar e saem por ai seduzindo e destruindo os sentimentos alheios, políticos que aprovam leis que não seguem e roubam de quem não tem e de quem tem, é uma sucessão de injustiças irreparáveis, que exprime a mais pura humanidade no seu lado podre e que existe dentro de todos. Ficamos sem voz, ficamos sem explicação, há um silêncio covarde que nos é imposto e uma mouquidãopara o que dizemos. Ausência, inercia, apatia, como quebrar essa onda malévola que sempre existiu, como …

Ciclos

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O feliz se fez triste
O sonho acabou
A maldade venceu
Mas o bem não morreu
Nem se estragou
Foram quatro
No quatro
Em quatorze
O silencio covarde se instaurou
Morre tudo
Apodrece
Decompõe
E renasce Ricardo Pereira
Recife, 29 de janeiro, 2014, 23:33

Explosão

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Falta-me um braço
Não há beijo
Nem cheiro
A textura do toque
Perdeu-se
E uma euforia explosiva
Nasce como um vazio
Que não sei dizer
Mas sinto
Engulo
Engole-me
Sufoco
Grito Mouco
Penso que vou morrer aqui
Quero fugir
Planejo mudar
De casa, de bairro, de cidade, pais, mundo
Ainda estou aqui
E o tempo ainda não passou.
Falta-me um abraço

Ricardo Pereira
Recife, 27 de janeiro de 2014, 17:32

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Há uma falta Um vazio de algo que amputei Um membro fantasma que sinto sem que esteja mais lá Há uma saudade Que grita erro, mas não mostra acerto Há uma quebra De sonho, de desejo, de dois Há uma constatação Que me deixei enganar Há uma tristeza Que não sei parar Há uma vontade Que não tenho como aplacar Há o tempo Para esperar Há uma ferida Que ainda não parou de sangrar Que lateja e dói sem parar Há uma dúvida Que sempre existirá Há um silêncio E nada mais.
Ricardo Pereira. Recife, 27 de janeiro de 2014, 10:16