segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Germinar


Queria saber quem era
E descobri
Apenas olhei

Raiva
Vingança
Meu rosto queima
Meu coração acelera
Uma tristeza me invade
Não há nada a fazer
 
Tudo mudou
Sinto uma dor que não seria minha
Mas é
 
A vida grita
A vida chama
Tudo continua
Escolho viver

Tudo em mim rompeu
Fragmentou
A ordem se desfez
Germino.

Ricardo Pereira,
Recife, 16 de setembro de 2013, 16:03.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Impressão de uma fração


Quando não esperava,
Quando quase desisti, surgi,
Em forma de conversa,
Olhando contra mim

Assuntos sucedem
Como se o tempo fosse todo, tempo,
Sem fim,
Parado, mesmo que, continuamente, para mim

Impressões, julgamentos,
Risos, sedução,
Verdades vomitadas,
Alívio, impulsos,
Cervejas, loiras, ruivas,
Moças ao lado, Bira,
Nós, beijo roubado,
Olhares velados e outros não

Desejos ternos
Confiança recíproca
Que parece irresponsável
Dois corações que se encontram

O destino, uma paixão?

Quando se sente que achou
Quando se permite acreditar
Porque não arriscar?

Ricardo Pereira
Recife, 13 de setembro de 2013, 08:29

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pensamento Fragmentado


Uma falta de explicação, inaplicabilidade de lógica e razão, uma ausência do que poderia chamar de controle, sim, a grande ilusão que alimenta a força de muitos.

Como se o chão não existisse, mas não há uma queda, nem um despencar, flutua-se, sendo acometido apenas, pela incredulidade natural, que nos faz temer, pelo incerto que significa ou que pensarmos significar.

E de repente, é como alguém que passa 20 anos sem andar de bicicleta e se surpreende a pedalar, porem, sendo para além de uma escolha consciente, uma ligação que se sente.

 Germina, plantado, no tempo, na vida, no passado, presente, futuro, em tudo que fomos moldados.

Ricardo Pereira.

Recife, 06 de setembro de 2013, 18:12