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Mostrando postagens com o rótulo impressões minhas e alheias.

Sonhar sempre

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Hoje, certo alguém me contou que havia deixado de sonhar, agindo simplesmente no modo automático e racional, mas que a partir desta reflexão iria tentar agir de outro modo: voltar a sonhar.               Pois bem, eu sonho, sou um sonhador, mesmo que ache que não pareça, os tenho, e prático cotidianamente, em frações de tempo do meu dia, me permito devanear, e vagar por um mundo que não estou, e certamente isso alivia tudo. São mundos particulares, só nossos, que cabem apenas no infinito do pensar, sendo possíveis ou não, mas que possibilitam uma caminhada mais leve, que instigam numa busca de torna-los possíveis.   Não falo de fuga de realidade, nem de mentir para si mesmo, acredito que o sonho é um acessório que a vida nos deu, para nos catapultar em nossos objetivos e tornar mais leves momentos pesados. Então, pratiquemos o sonho, realizemos ou apenas sonhemos, mas nunca fiquemos sem ele. Ricardo Per...

Quebrando as correntes do mal

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Tenho sido acometido por uma raiva sem precedente, mas em nenhum momento a deixei tomar conta de mim, dos meus atos. Tenho estado cansado de ser engando, de ser tratado como se não importasse, pelo Estado, pelas pessoas, pela mídia, por todos e tudo aquilo que faz uso da visão apenas para olhar o próprio umbigo. Não sei o que fazer, mas em algum momento o copo transbordará, e valha-me Deus, não ocorra um “ Dia de Fúria”. São chefes que não sabem ouvir, centralizam e colocam a culpa nos outros, são pessoas que não sabem amar e saem por ai seduzindo e destruindo os sentimentos alheios, políticos que aprovam leis que não seguem e roubam de quem não tem e de quem tem, é uma sucessão de injustiças irreparáveis, que exprime a mais pura humanidade no seu lado podre e que existe dentro de todos. Ficamos sem voz, ficamos sem explicação, há um silêncio covarde que nos é imposto e uma mouquidão   para o que dizemos. Ausência, inercia, apatia, como quebrar essa onda malévola que semp...

Pensar de dois momentos

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  Uma vontade de euforia me acomete, num rompante que não resulta, fica apenas o desejo, que não se faz e lateja como um eco que hora desaparece, rotina, sim rotina, é o que tem para hoje, uma segunda-feira, que mesmo sendo o segundo dia da semana, é onde tenho a sensação que tudo começa, mesmo que não tenha tido fim.                Acordar, tomar banho, café, ligar o carro, pegar transito, ir ao trabalho, tudo igual, ou ao menos, tudo com uma sobra de semelhança com o ontem. Fazer valer a pena, extrair algo diferente da repetição, cíclica e temporal que é esse momento chamado de vida. Conhecer pessoas, sorrir, chorar, aprender, fazer nada, fazer tudo que for possível e que tenhamos coragem, pois nem sempre a vontade é suficiente, para continuar. Uma constante ressignificação, de tudo a minha volta, de tudo que escolhi como parte de mim, com suas extensões: pessoas, lugares, coisas.  ...

Mania de pensar

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                  São altos e baixos, bons e ruins, são sempre antagônicos, e por isso precisam de equilíbrio, ou melhor, de ter a sabedoria de saber equilibrar, de tornar as diferenças harmônicas, ou até mesmo, complementares. Fragilidades ocultadas, mas a que preço? Qual o preço que pagamos por ocultar supostas fraquezas, por esconder sentimentos que demonstra quem somos? Por que ignorar, quando o que se quer é abraçar?     Por que valorizar depois de perder? Somos presos à compreensão do que vivemos e do que é vivido ao nosso redor, julgamos, pensamos, escolhemos, visando autopreservação, presumindo estar seguro a partir das nossas posturas, mesmo sabendo que não temos como saber, que não há regra, que não há certeza quando falamos em sentimentos, em pessoas, em vida, em relações. E agora, quando tudo novamente se inicia, como não repetir erros antigos, como não cometer erros ...

Impressão de uma fração

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Quando não esperava, Quando quase desisti, surgi, Em forma de conversa, Olhando contra mim Assuntos sucedem Como se o tempo fosse todo, tempo, Sem fim, Parado, mesmo que, continuamente, para mim Impressões, julgamentos, Risos, sedução, Verdades vomitadas, Alívio, impulsos, Cervejas, loiras, ruivas, Moças ao lado, Bira, Nós, beijo roubado, Olhares velados e outros não Desejos ternos Confiança recíproca Que parece irresponsável Dois corações que se encontram O destino, uma paixão? Quando se sente que achou Quando se permite acreditar Porque não arriscar? Ricardo Pereira Recife, 13 de setembro de 2013, 08:29

Eremitando

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                Eremitando, tenho conjugado esse verbo que nem existe, mas que se faz aqui. Sendo para mim escolha não escolhida, absorvida, entranhada, como se natural, fosse, porém, não é. Nasce das circunstâncias consequentes, das reações inerentes dessa vida, que teimamos em chamar de moderna, mesmo que não seja.                 Essa conjugação é como virose, pois, por mais que não queria, percebo várias pessoas com a mesma utilização, do verbo que não existe, uma disseminação em escala cada vez maior. Vida Moderna?                 Mas ser “Eremita” tem outros vieses nos dias de hoje, pois há variações de solidão, que permeiam o real, o virtual, e dentre estes, ainda haverá mais nuances, mais níveis, bem como, várias formas de controlar o ser só, podendo ser de forma química, imagi...

Valor, felicidade e vida

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                Hoje me veio um pensamento constante, sobre o valor que damos a tudo na nossa vida, valor empregado em coisas que geralmente não conseguimos mensurar de forma precisa, pois simplesmente não temos medida.                 Quanto vale uma amizade, um amor, confiança, um ato de gentileza, um sorriso, um dia bom, ou até mesmo um dia nublado e chuvoso onde tudo pode parecer não ter dado certo? Quanto vale nossa vida com tudo de bom e ruim que possa existir?                 Nesse nosso sistema, que aceitamos, e seguimos, como correnteza que não se vence, misturamos capitalismo, sentimentalismo, egoísmo e todos os ismos possíveis, numa grande sopa, na qual,  sabores se confundem, e cada dia mais, vejo pessoas, esquecendo sabores,  texturas...

Desejo, poder, perversão.

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                Interessante perceber como algumas pessoas gostam de brincar com o poder que exercem sobre as outras, como um gato que brinca com o ratinho que pegou e que nem vai comer. Há uma crueldade não assumida nesses comportamentos, que faz parte da nossa rotina social, das nossas relações, como uma arma no exercício de desejar e ser desejo.                 Algumas pessoas abusam desse poder, e nisso perdem a sua beleza, porém para quem deseja, perceber isso nem sempre culmina em realizar a sua posição de vítima, mesmo que,  espontânea da situação. Alguns jamais conseguem de desvencilhar e se submetem ao poder que fornecem ao malvado em questão, homens, mulheres, vitimas do que almejam e acabam confundindo com o que enxergam como o mais próximo daquilo que de fato se quer.        ...

La no fundo.

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Há uma dor lá no fundo Num canto escuro Amplo e vazio Que pode explodir Quero sentir o sangue A dor latejar lentamente Ver a carne rasgar Perco o fôlego O suor cai Escorre pelo meu rosto O nariz goteja Sem ar, nem vento Escuridão Mofo Podridão Trevas Quero matar a morte Que sem norte Abala a sorte Quero ainda para ontem Flagelar bajuladores Escarnecer os falsos Com uma faca justa E uma lança ávida Quero gritar ao vento Justiça! Que de tão cega, Foi esquecida. Retorna, não finda! Ricardo Pereira, Recife, 04 de janeiro de 2012, 23:57

Despedida de Solteiro

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Gostar de alguém, se comprometer em estar com, se disponibilizar nesse processo de partilhar e pensar a dois, cheio de complexidades e impressões, numa negociação constante com base no que se vê da convivência possível, decisões são tomadas, caminhos são abertos e a vida, definitivamente transformada. O quanto você está disposto a ceder? Sim, ceder, pois sem um equilíbrio a relação não sobrevive. Balancear é quase que uma situação constante, que de tão rotineira torna-se imperceptível, até que se faça pesada por demais.                 Para tanto tem que valer a pena, tem que saber o que se quer e para onde se quer ir, do contrário, ficamos impelidos as regras do destino. Mas como saber o que se quer e qual a direção certa, ou se ao menos estamos pegando o transporte correto em direção a tudo isso.                 Não faço a mínima idéi...

Cuidar

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Algumas vezes eu queria sentir que alguém cuida de mim, ao menos sentir a mínima possibilidade desta intenção. Não sei como seria, não consigo lembrar-me dessa sensação, apenas, vagas e fugazes memórias da infância, do resto, lembro apenas de mim por mim, assim, vai crescendo toda uma curiosidade, um desejo de saber ser por mim o que sou pelo outro, posso até pensar no plural.                  Sozinho, essa é a palavra que sinto mesmo quando não estou, pois a curiosidade não suplantada desconhece o significado do sentimento de ser cuidado. Imaginando conjecturas aleatórias de como seria e como poderia ser um dia, perguntas não calam: será culpa minha, simplesmente não aconteceu, deixei passar ou nunca soube me entregar.                 Perguntas, dúvidas, respostas sem dar. O que me falta aprender para poder me dar? Sérgio Pereira, Caruaru...