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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

Disrupção

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Faz um tempo que não apareço por aqui e curiosamente não é por falta de relativizar, pensar, querer, é a ausência do fazer, do executar. Hoje caminhado pela praia de um dia cinza me veio disrupção na cabeça, uma necessidade de quebrar padrões, romper e junto com esse pensamento o sentimento de dificuldade, da dureza que é seguir pelo caminho fora da lógica que nos foi impelida. A normatização da vida que nos é ensinada desde feto, os padrões, a lógica das maiorias que por mais diferentão que você seja ou pense, permeará por caminhos regimentados em algum momento, adotará comportamentos de opressor ou fará mesmo que sem querer coisas que corroboram para a manutenção da harmonia, da ordem, do padrão, do pensamento coletivo cíclico e linear. Não é fácil! O importante é continuar tentando novos caminhos, novas formas, é não travar apenas porque se diz que é assim. Acabamos seguindo fluxos involuntários padronizados e isso se reflete em todos os níveis das nossas relações e interações s...

Coisas que tenho e sou

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Tenho por princípios não esperar Tenho a razão como lógica Quero objetividade,  como se natural ao mundo fosse Tenho minhas verdades, mas há um medo de convicções Vivo impulsos com lampejos de minhas razões Por vezes foi preciso voltar para por um ponto, um fim Me contradigo em expectativas, que a razão não muda Mas tenta abafar Inicio coisas sempre com esperança Tenho o pessimismo como prudência Mas padeço de um otimismo altista Que me faz projetar sonhos e nem sempre realizar Brinco de controle, sabendo que não existe Consigo rugir como um leão, mas sempre com um plano de evasão em mente Amo desafios, sempre os escolho,  mas reclamo quando os consigo Gosto de quase tudo, sigo correntezas Mas sei aportar e usar: motor, vela e o que for preciso pra mudar direções Tenho sentido um desejo enorme de algo que não tenho Já posso ter tido e talvez nunca terei E por vezes penso não existir Mas os anos me trouxeram ums fé ligada ao meu otimismo altista Que ins...

Subtração

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Ainda dói fazer certos caminhos Ainda dói perceber você em pequenas rotinas Continuo desaprendendo você Num exercício, lento e rotineiro De reconstruir sonhos, vontades e desejos Mais um retalho na colcha que nunca ficará pronta Um canto seu, delimitado num infinito só meu No qual estarão todos os momentos vividos Sonhos e desejos que existiram e existirão Nesse limite do possível O bem querer não findou Mas o adeus foi inevitável Que o tempo passe Que a vida cure. Ricardo Pereira, Recife, 03 de fevereiro de 2014, 11:39

Volatilidade

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Inconstante constância Percepção transitória Aqui e lá O que fui O que serei Foi, será, é? Ricardo Pereira Recife, 29 de outubro de 2013, 22:14

Germinar

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Queria saber quem era E descobri Apenas olhei Raiva Vingança Meu rosto queima Meu coração acelera Uma tristeza me invade Não há nada a fazer   Tudo mudou Sinto uma dor que não seria minha Mas é   A vida grita A vida chama Tudo continua Escolho viver Tudo em mim rompeu Fragmentou A ordem se desfez Germino. Ricardo Pereira, Recife, 16 de setembro de 2013, 16:03.

Por um momento

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Por um momento  Eu queria acreditar  Que nada me faltaria  Um momento que fosse  Paz absoluta, inquestionável  Um instante eterno  Sem dor  Nem dúvidas  Um momento,  Que fosse macio  Doce  Para eu sentir o ar  Sentir amar  Relaxar  Um segundo eterno  De ilusão constante  Para eu sublimar  Um momento  Para ter  Para ser  E estar  Eu quero um momento Para o céu me engolir  Para o tempo parar E eternizar  Tudo de bom  Que eu pude encontrar. Sérgio Pereira. Luanda, 28 de Março de 2007

Você precisa

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Você precisa saber o que quer E para onde não ir Você precisa querer o que quer E não o que querem que queira Você, precisa dormir E sonhar, mesmo que não lembre Você precisa dar nãos Mas não perca o sorriso Você precisa sobreviver Mas não mate ninguém Nem mesmo a você Você precisa Comer menos Exercitar-se mais fazer mais amigos Se vestir com mais cuidado Falar tudo que pensa, e pagar caro Ser mais estratégico Espiritualizar-se Aprender a ficar consigo Ler mais Rir mais Valorizar o bem e os do bem Respeitar o diferente Ouvir tudo antes de qualquer coisa Lembrar que existe amanhã Perdoar, mas não ser besta Você precisa aprender a viver Para um dia poder não viver mais. Sérgio Pereira Recife, 26 de julho de 2013, 22:49

Resignificar

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Se o estar não bastar Quando ilusão não mais funcionar E o nada de tudo chegar Resignificar? Ricardo Pereira. Recife, 26 de julho de 2013, 19:29.

Quebrando o mundo

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Passado daninho que entranha Em comportamentos Que repetimos Copiamos Que quase nunca quebramos Mesmo que tenhamos negado Sair da casca E ainda assim viver nela Sexo Carinho Afeto Lealdade Fidelidade Amor Pudor Censura Quadrado Fechado Cerrado Hermético Mas, não, nunca, eternizado Pois ta tudo errado O certo ainda não foi inventado Tudo não passa de uma ilusão implantada De uma situação criada Então grite Se arrisque Busque Implique Salpique ideias no ar Provoque pensamentos Instaure desejos Mas pregue o respeito Pelo diferente Pelo igual Pelo normal e o anormal Pela escolha de ser O que se quer ser Só não faça ninguém sofrer Ao menos por querer. Ricardo Pereira, Recife, 22 de julho de 2013, 22:23

Vida Delivery

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Uma vontade que nos move Um desejo que nos percorre Transborda, queima, explode Uma mistura de sentimentos Desejo, medo, carência, lascívia Ferve na derme, lateja em partes Tudo, nada, coisa nenhuma Busca vans Achados perdidos Perdidos achados Possibilidades Doce, só que não. Ilusão, imagem, colagem, clonagem Promoção Liquidação Doação Prateleira, venda a quilo Freezer, congelado 30 segundos de micro-ondas Tudo resolvido, só que não. Vida de plástico Amor de isopor Coração balão Felicidade química De alegria em gotas Soluções instantâneas Momentâneas Incompletas Vida delivery Chega atrasada E fria. Ricardo Pereira Recife, 18 de julho de 2013, 22:04

Um quase

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Um quase lá Uma incompletude Um espaço que faltou preencher Como uma falha Um lapso Um vazio Sérgio Pereira, Recife, 26 de maio de 2013, 21:52

Desfragmentando

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Esperança que persiste Previsões sussurradas Busca que não acha Achados que não se busca Erros que se repetem Limitações que prendem Impressões que não se desfazem Vontades insistentes Ilusões do ocidente Felicidade artificial Sono em capsula Vida em bula Correr até perder o folego Sentir as pernas tremendo Os músculos doendo O ar queimando ao entrar Sem pensar Sem falar Sem amar Sem ouvir Nada Mas eu preciso saber Eu quero ser E quero ter O ultimo momento A mais nova novidade Tudo que eu não sei Sono Bocejo Desejo Dormir Crer. Ricardo Pereira, Recife, 17 de Maio de 2013, 1:37

Possibly maybe

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O que fazer? Como fazer? O que e como escolher? Não ter dói Ter vai doer e também não Crer, querer, fazer Um sinal de esperança? Para onde eu vou? Para onde nós iremos? Haverá um nós? Um, dois ou nenhum? Teria algo melhor? Dar e receber Permitir Tentar Mesmo com medo Mesmo com risco Não olhe para trás Não pense Sinta Tudo pode ser novo de novo Um pouco de mágica No meio da busca Um tanto de luz No meio do escuro Possibly maybe. Ricardo Pereira Recife, 15 de Maio de 2013, 13:55

Ausência

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Ausência De formas, Cores, Sentidos, De gosto. Ausência Do que se quer Do que se pode ou poderia ter Ausência de idéias De ideais, de criatividade, Ausência de viver Morrer e nascer Ausência da ausência De estar cheio De estar completo De estar vazio Ausência que posso preencher Que posso converter Em bem Em mal Em prazer Ausência que me dói E que me constrói Ausência por escolha Por circunstância Por conveniência Ausência para não estar só Mais para se isolar Ausência para pensar Para amadurecer Para se ver e rever Ausência para dar e tirar valor De algo, de alguém, de si Para enxergar o que não se quer ver Para voltar do que se fugiu Um dia Por algo ou alguém Que se ausentou E se perdeu Sérgio Pereira Luanda, 03 de julho de 2007, 21:28

Beijo

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Pode  acontecer de vários modos Numa explosão impulsiva Numa estratégia perseguida Num roubo esperado, ou não Pode demorar Pode até não acontecer e virar sonho, ilusão Mas sempre, para existir vai haver toque Vai haver troca Pupilas que se dilatam Mãos que não ficam quietas, tateiam Pode ser lento ou apressado Suave ou febril Pode ser tudo junto e misturado Lábios que se unem Respirações que ofegam Línguas que se entregam Bocas que aceitam Maleáveis Numa dança de entregas Empatia sinestésica Pode ser um começo Um  talvez Um desistir Pode durar várias eternidades De um momento De um dia, meses, anos ou até de uma vida Pode ser simplesmente efêmero E até esquecido Mas mesmo assim, imprime Marca Que seja, bom, ruim Ou desenxabido Deve existir Pois, pode definir. Sérgio Pereira, Recife, 30 de abril de 2013, 0:49

Machucamos a quem amamos

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 Machucamos a quem amamos Com uma facilidade inerente Que de tão natural, não se percebe. Isso nos faz humanos ou vermes? Estando  perto e disponível Não valorizamos E se houver certeza, tudo se agrava Tudo piora Ferir torna-se quase que um comportamento habitual Palavras soltas sem pensar Esquecimento Ignorar Monstros masoquistas Tentados sempre ao que não presta Execrando o que de fato é bom E só depois Um dia Quando ninguém sabe ao certo Alguns acordam E aprendem A valorizar o que nos valoriza A amar ao que e a quem nos ama A agradecer pelo o amor que temos E tentar  desculpar - se por não ter agido assim antes. Somos monstros Brutos Egoístas Somos orgulhosos Somos humanos. Sérgio Pereira Caruaru, 09 de março de 2010, 09:22.

Percepção de Metades

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Sinto metades Parcialidades Um ruído que permeia o meio Deixa a comunicação incompleta Impressão de falta Vejo metades Com encaixes possíveis E ajustes perceptíveis Engrenagens dentadas Duas partes Complementares Há energia Mas uma força parcial Entrave Respiro metades Um falta de entrega Um cuidado inicial Medo, receio, cautela Ou apenas miopia da minha costumeira ansiedade Provo metades Que me testam Amedrontam Gritam paciência Sabedoria  e atenção Tempo Tento Tenho Ouço metades Quero juntar Unir Fundir Harmonizar Mas são metades Carecem dois Para ser um Metade de mim Metade de te Inteiro de dois Sérgio Pereira, Recife, 28 de janeiro de 2013, 22:06

O que nos faz iguais

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    Não saber o amanhã Nos torna tão iguais, Ficamos apenas com sonhos Aspirações, desejos e incertezas: Das consequências das nossas escolhas, Das proporções dos nossos atos, Dos caminhos percorridos, Das cicatrizes fechadas, Das lágrimas derramadas e não choradas, Do eu e do outro, Da rotina, do certo e do incerto. Sem certeza, Andamos, comemos, vivemos. Procuramos sentido, Encontramos, voltamos a perder, Pois na realidade não tem o que achar, Ou tem? Certos da nossa busca incerta, Teimamos, e seguimos, Tendo apenas nossa incerteza, Como única certeza. Sérgio Pereira, 25 de Fevereiro de 2007, 19:45

Lado Negro

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  Como se um lado sombrio estivesse no controle Sentidos, desejos, um fogo que arde Algo que sabe desvanecer Não estou sujo, nem tão pouco limpo Vagueio entre o tudo e o limbo que me proponho Sei quase tudo que quero e o que não quero Quero coisas que não admito Admito coisas que não quero Me culpo Me absolvo Continuo me julgando Sei algumas respostas E inúmeras perguntas Fico mudo Estático Pasmo Um grito mouco Ecoa por dentro do meu sangue Divido entre não e sim Perecível como tudo que é feito pelo homem Pelo próprio homem Por mim Perecível Dor, ódio, raiva Vontade, impossibilidade Cinismo Plástico Ilusão Viver Sobreviver Seguir Continuar Esperar Esperança Mudar. Recife, 15 de maio de 2012, 21:49

Mãe

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Foi dela que vim Ela me criou Me amou, me ama Nela me alimentei Aprendi, Chorei e ri Foi dela que vim Ensinou-me amar Respeitar, ajudar, Valores, Dogmas, Certo e errado Tenho em meu molde partes dela Características boas e ruins Coisa que gosto e outras nem tanto Mas todas me fazem quem sou E o que sou Reconheço suas rugas Suas escolhas Seus medos Seus desejos Dela tenho o orgulho A opinião forte A cor dos olhos Do cabelo Partes do corpo Sou dela filho Sempre serei Seria novamente Para ela meu amor irrevogável Sérgio Pereira, Caruaru, 09 de março de 2010, 21:40