quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011


                Vai chegar um novo ano e com isso uma idéia de novo começo se materializa no inconsciente de todos, nada é certo, mas apenas as esperanças do tipo positivas são permitidas nesse momento, como se esse movimento pudesse tornar tudo possível e de certa forma pode, penso que pode, quero acreditar que possa.
                Os sonhos e desejos florescem como se tudo fosse primavera, para nós e para os nossos, é um desejar em uníssono que eu espero do fundo do meu coração que se cumpra.

Feliz 2011!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ipod Shuffle e o natal e tudo mais

Recebi esse texto de Karla, uma amiga de um gosto e um senso cultural maravilhoso, Feliz Natal!

Tava muito sem idéia pra dizer o que eu queria dizer nesse fim de ano, aí tudo mudou quando olhei pro Ipod Shuffle.
As idéias são assim, tem que aparecer pelo caminho, não adianta procurar, tem que tropeçar.

Fiquei olhando pro quadradinho e percebi que meu desejo não poderia ter sido melhor resumido, ele é muitomuitomuito pequeno, mas leva tudo que é bom de ouvir, se alguém precisa andar com mais músicas do que cabe, talvez-e-apenas-talvez seja hora de repensar a razão de querer estar sempre preparado(a) pra qualquer humor, pra qualquer tempo, pra qualquer vontade, sei não, mas acho que viver assim cansa.
E o melhor e mais bonito e mais poético dele é não ter visor, não deixar escolher a ordem do que vem... Nunca sei se tem algum sentido, mas quem sabe não dá pra adaptar isso pra vida? Alimente-se só de coisas das quais tenha certeza que vai gostar, porque coisas boas podem vir em qualquer ordem e nada tenho contra os imprevistos, até simpatizo com eles, só não simpatizo com imprevistos e contratempos plantados bem no meio da vida, músicas e tantas outras coisas que gostamos mais ou menos e deixamos ficar no Ipod e em nós porque "pode ser que dê vontade".

Desejo que esqueçamos isso, pois se o desejo mudar é mais fácil mudar o conteúdo do que se leva do que levar a vida inteira algo que nem sabemos se vamos querer um dia...
Bora deixar disso e sermos felizes.
=]

Um fim de ano lindo. Ultra lindo. Mega lindo. Blaster lindo.
Um começo de ano igualzinho.
Com amor de vários tamanhos,
Karla Andrade

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Little Bit Drunk


Eu queria uma música que me fizesse melhor, muito melhor, algo que traduzisse o que sou, quem sou e como sou, de um modo cru e doce, cheio de extremos, de contrastes, como  na vida, algo que me mostrasse o que eu procurei o que encontrei, falasse das minhas desilusões, ilusões e realizações, passasse pelos amores, sabores e dissabores, mas tudo bem, não será possível, uma música apenas não conseguiria traduzir uma vida, uma pessoa.
Quem sabe um poema, que mostrasse os dias ruins, os dia bons, as fugas e os encontros, batalhas vencidas e perdidas, tudo de forma lírica, poética, com drama e romance,  e um certo jogo de rimas, meio Bilac por mais que uns achem chato.
                Ouvindo rock, sentindo o torpor do álcool, no meio de todo esse inferno que chamo de vida, posso definir como doce e sublime.
Hey  oh! Listen what a say hoooooooooooo! Sem muito sentido, ou com todo sentido, apenas sentir a música, deixar fluir, pensar nos amigos, nas possibilidades, olhar para trás e perceber um mix de tudo, do bom ao ruim, olhar para frente e numa atitude rock acreditar piamente que tudo é possível.
Lembro de quando tinha 15 anos, estava na praia em  Pau-amarelo e nesse dia a atitude mais rock que tive foi assistir ao show do Red Hot Chili Peppers, apenas ali, sozinho sentando na sala, curtindo a sozinho aquele lindo show do hollywood rock em 1991, a vida por mais que achasse complicada era tão mais simples naquela época, se bem, que se me ocorre esse pensamento agora, dentro de uns 5 anos no mínimo deverei pensar o mesmo sobre o momento que passo?
A vida não pode ser apenas uma tortura, regada com efêmeros momentos de prazer, pode?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Delete


Eu apaguei você
Usando o delete
De forma pura e simples
Usei o dedo e pressionei a tecla: Del.
It’s Over!

Sérgio Pereira,
Caruaru, 14 de dezembro de 2010, 21:46

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Depois de um vazio


Buscando uma  inspiração, um respiração, uma transpiração, qualquer coisa que me faça sair de onde estou, uma impossibilidade de parada, apenas seguir  e ir além. Além daqui e de qualquer lugar, por vezes penso que um sinal possa me avisar dessa mudança, do inicio de todo esse novo que espero, mas a verdade é que não sei, a verdade é que não tenho certeza de nada, nem mesmo, do meu amanhã.              
Pensando assim em tanta incerteza meu eu se desespera, mas alguém que não sei ao certo e que me habita meio que se regozija, um quer continuidade lógica, e o implícito quer o novo incerto e imprevisível. Quem vai ganhar essa guerra onde nenhum dos dois tem poder de escolha, onde apenas as conseqüências das escolhas tomadas são caminhos prováveis. Talvez, si, porque, são as palavras da vez, as que gritam por dentro, sem respostas, deixando apenas um eco constante que me remete apenas ao destino, o limite que me para, me estanca.
Que caminho seguir, para onde ir? Sentado, pensando, tento encontrar uma saída, um lugar, no qual me sinta pertencer. Nada, apenas paciência, tudo que tenho tudo que me resta, para além, outros me dizem: tenha fé.
Esperança e crença são as muletas que me sustentam, um quadro na parede de uma foto montada em photoshop de um lugar que não existe,  uma ilusão, esperar e acreditar de forma paciente nessa verdade, pelo simples fato de ser a única coisa que me mantém, que me faz continuar.
Dê-me uma razão, segure minha mão, me faça sorrir e esquecer o que não serve, o que não presta, um momento bom que eu sinta para sempre, que valha a pena.

Sinto falta de pegar a crença,
De sentir de fato, sem o abstrato,
Sinto falta de sentir na razão,
Na real, na carne,
Sinto falta de boas noticias.

                Suponho que ninguém saiba como mudar, como fazer diferente, depois do vivido temos apenas a conjetura de que poderíamos fazer diferente, porém, nada concreto, apenas uma suposição, por mais que tentemos a exatidão fora dos cálculos não é um traço de humanidade.
                Resta-nos as horas, os dias, os anos, o tempo e a conseqüência das nossas escolhas.

Sérgio Pereira,
Caruaru, 14 de dezembro de 2010, 20hs.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vida-guerra X Gerra-vida


            Pequenas batalhas travadas ao longo da guerra que chamamos de vida.  Hoje, senti uma pequena sensação de vitória, nada soberbo nem muito menos espetacular, apenas um detalhe, uma mudança de atitude ao meu redor, tão simples e de repente sem total certeza, me senti vencedor naquele momento.
            Este pequeno detalhe tão ínfimo capaz de uma sensação tão gostosa, o triunfo, posso chamar também de felicidade, já que, a guerra é a vida, uma batalha constante por tudo: ver, ser visto, estar, ser, dizer. Lutamos por tudo, como justificativa: lutamos, mas nem tudo é triunfo, vitória, sentimos constantemente o dissabor ou o amargo da derrota, que muitas vezes acaba abafando ou desacreditando nossas doces vitórias, temos uma facilidade absurda em valorizar a amarga derrota, penso que seja um mecanismo de auto-preservação que por vezes pode nos tirar o significado da luta.
Sem significado sucumbimos, conseqüentemente perdemos batalhas e este perder pode nos matar. Retomar o significado, lembrar das doces vitórias cotidianas é para mim a chave fundamental para se manter vivo nas trincheiras, com tudo, como diria o Pato Fu :
“...As brigas que ganhei
      Nem um troféu
      Como lembrança
      Pra casa eu levei

      As brigas que perdi
      Estas sim
      Eu nunca esqueci
      Eu nunca esqueci...”

            Nossas derrotas na realidade têm a possibilidade de tornar-se, grandes lições, na qual teremos como possibilidade aprender e crescer ou simplesmente negar, introverter e ou retroceder, tudo uma questão  de escolha somada a forma como conseguimos perceber e enxergar o contexto, fácil, realmente não é, mas como imaginar que uma guerra pudesse ser fácil. Para existir a guerra temos de ter conflitos, dor, luta, perdas, sofrimento, batalhas, lutas, armas, derrotas, vitórias, tudo isto, menos, facilidades.
            Independente do tipo de motivo que te mova, seja ele: religioso, étnico, ideológico, econômico, territorial , de vingança ,de posse, a soma de vários destes ou quaisquer outros que não esteja explicitado por aqui, me questiono:
 Existe uma vitória final, definitiva?
A Guerra tem fim?
Há vitória quando se ganha em detrimento do sofrimento ou da perda alheia?
            Não consigo responder tais questões quando penso de forma macro da guerra como guerra, mas quando penso num paradoxo com o nosso dia a dia, com a nossa vida, penso ser melhor enxergarmos significado nas pequenas batalhas, do que, pensarmos a vida como uma guerra de um vencedor, provavelmente tornaria tudo mais simples, porém, tiraria de uma certa forma o significado do caminho, do percurso que para mim hoje é o que realmente importa.
Sérgio Pereira,
Caruaru, 17 de Novembro de 2010, 20:32

PS: Foto do flamingos - http://www.fotolog.com.br/noabuelano