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O novo nunca existiu

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          Uma repetição atrás da outra, olho em volta e vejo repetições do que já vivi em outros grupos, na forma das relações,    na música que se ouve,  no intusiasmo por tudo, do mesmo modo que me sinto repetir o que outrora outros ja viveram. Fragmentos de vida, de atitudes, de pensamentos, soltos numa teia,  que vamos costurando numa grande couxa de retalhos, que faz com que a repetição tenha uma cara aperfeiçoada,  ou mais contemporânea,  porém,  não perdendo os ares de repetição.           Somos um grande caderno de cópias,  so muda a caligrafia e o ritimo do enredo de cada um, alguns conseguem pular páginas,  apagar algumas linhas, mas não sinto que se consiga começar tudo realmente novo, como se nada antes houvesse.    ...

Falta tanta coisa, que....

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                São tantas faltas, que ausência passa ser normal, tal qual, o fato de não ter e não praticar cidadania, de viver como se em guerra estivesse, pensando apenas no próprio umbigo, perdendo completamente a noção de coletivo, de bem comum. Honestidade passa a ser algo para se ressaltar, quando deveria ser natural, comum, parte de tudo, somos roubados e reelegemos quem nos rouba, reclamamos de tudo, mas me questiono: Fazemos a nossa parte?                 Educação, não apenas soletrar e juntar letras formando palavras, nem decorar a tabuada, mas sim, aprender a pensar, a questionar, a perceber que existem ângulos diferentes para olhar tudo. Temo dizer, mas: tudo está errado!                 Saídas diversas, mas para todas educação, para pensar ...

Ta tudo errado, mas tudo continua igual

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          Sigo buscando rumos e direções em mapas que nao sei ler, ajudas mágicas num GPS surreal, creio e sinto cada dia mais, que não é uma questão particular da minha pessoa, tenho o sentimento cada vez mais arraigado de que a humanidade em si, é uma sucessão de perder-se, que de tão natural,  se entende e se tem como certo.           Perdição,  sim, é onde estamos e onde imagino nunca sairemos,  está na nossa essência e como parte desta, coibe e cega em massa a possibilidade mínima de contestação, as minimas oposições, mesmo na sua parcialidade de elementos é abatida, abortada e declarada alienada.           Copiamos, mimetizamos tudo que vem antes, há sim  pequenos ajustes, ou melhor dizer, defeitos na reprodução, ...

Subtração

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Ainda dói fazer certos caminhos Ainda dói perceber você em pequenas rotinas Continuo desaprendendo você Num exercício, lento e rotineiro De reconstruir sonhos, vontades e desejos Mais um retalho na colcha que nunca ficará pronta Um canto seu, delimitado num infinito só meu No qual estarão todos os momentos vividos Sonhos e desejos que existiram e existirão Nesse limite do possível O bem querer não findou Mas o adeus foi inevitável Que o tempo passe Que a vida cure. Ricardo Pereira, Recife, 03 de fevereiro de 2014, 11:39

Turbilhão Urgente

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Alguém me pergunta se eu já casei O mar e o céu com um leve torpor de cinza Clamam silencio da janela do escritório Tarde, trabalho, erros, retificações Multivida Multimídia Música sempre ao meu redor Toca no fone Toca no telefone No PC No meu pensar Meu coração urge por algo que sei sem saber E ontem a Lota (Gloria Pires) me fez pensar em controle Ou de quando realizamos que não temos nenhum Perdão, orgulho, egoísmo, escolha sem detrimento Elizabeth Bishop explicitando que a arte de perder não tem mistério Uma obvia afirmação, que simplesmente nem sempre enxergamos Querer tudo e não ter nada Esquecer detalhes Cegar Sinto uma carreira, mas estou parado Um detalhe de sentimento Percebo e gravo. Ricardo Pereira, Recife, 21 de agosto de 2013, 16:35        

Expectativa

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                Tudo começa com uma ilusão, como se fosse algo necessário para que continuemos, como se esta servisse como um pó de pirlim pim pim, criando um pouco de mágica, para um inicio, um começo. Criamos uma imagem com todas as dimensões possíveis para que possamos crer, num ato ou num reflexo consciente no meio do nosso turbilhão inconsciente, que nos move, sem que percebamos. De tão natural, não temos como nos opor, e nessa projeção que criamos estão: esperança, confirmações, desapontamentos, consequências, frustrações, surpresas, realidade, amor, ódio.                 Possibilidades, desejos, sentimentos, tudo se mistura, e reforça a ilusão, a projeção, a aspiração do que realmente queremos, do que pensamos querer.

Um novo amanhã.

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                Ter cuidado, pensar bem antes de escolher um caminho, tentar prever as possibilidades, tudo a partir do que vivemos até então e do que vemos agora. Julgar, decidir escolher, acreditando que as observações pertinentes irão mudar, ou melhor, diminuir, o risco de algo negativo ou ruim acontecer.                 Verdade ou ilusão?                 Fato: nunca saberemos.                 O amanhã é e sempre será uma incógnita, mas nossos atos têm consequências e mudam a todo tempo nossa trajetória, criam novos vieses, porém, não acho justo que estanquemos nossas vidas, até concordo que algumas pausas sejam necessárias de acordo com os percalços vivenciados, mas pausa...