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Mostrando postagens com o rótulo Pensar

2013/2014

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        Ano novo, tudo e todos num desejo único de dias melhores, um ritual que se repete ano após ano, penso eu, que mesmo para os incrédulos há uma renovação de ciclo, um recomeçar.           Mas o que realmente importa? Uma pergunta com respostas tão particulares, e repleta de diferenças de acordo com cada um. Eu realmento nesse momento penso em direção, trilha, caminho, como queiram chamar, a um tempo tenho a nitida impressão que minha bussola quebrou, ou sempre esteve quebrada e só me dei conta agora, por isso tenho desejado cada vez mais saber qual seria o caminho certo, ou menos tortuoso a seguir.                    Então, para 2014, desejo uma estrada tranquila para um lugar maravilhoso, um lugar qu e possa sentir como meu. Que seja colheta e novo semear, que seja farto sem desperdício e que se faça a sabedoria diante de tudo que já foi vivido, mas que não se perca em mim a desc...

Resignificar

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Se o estar não bastar Quando ilusão não mais funcionar E o nada de tudo chegar Resignificar? Ricardo Pereira. Recife, 26 de julho de 2013, 19:29.

Quebrando o mundo

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Passado daninho que entranha Em comportamentos Que repetimos Copiamos Que quase nunca quebramos Mesmo que tenhamos negado Sair da casca E ainda assim viver nela Sexo Carinho Afeto Lealdade Fidelidade Amor Pudor Censura Quadrado Fechado Cerrado Hermético Mas, não, nunca, eternizado Pois ta tudo errado O certo ainda não foi inventado Tudo não passa de uma ilusão implantada De uma situação criada Então grite Se arrisque Busque Implique Salpique ideias no ar Provoque pensamentos Instaure desejos Mas pregue o respeito Pelo diferente Pelo igual Pelo normal e o anormal Pela escolha de ser O que se quer ser Só não faça ninguém sofrer Ao menos por querer. Ricardo Pereira, Recife, 22 de julho de 2013, 22:23

Porque o faz de conta não conta?

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Mágica, sonhos, aspirações, o brilho de um desejo construído, que de tão natural, puro e nítido, parece que vivemos, imaginamos os detalhes mais ínfimos, pensamos em tudo e deixamos de pensar em tudo também, antagonicamente é exatamente assim que acontece, ao menos é como percebo, como sinto, como já vivi e também como sinto que outros já viveram.                 Tudo começa na infância, pelos livros, quadrinhos, histórias de avô ( sentado no colo dele), pela nossa própria, linda e grandiosa imaginação, capaz de nos transportar e fazer qualquer, digo, qualquer coisa que queiramos. Lembro do pé de manga, das suas raízes profundas, repletas de musgo seco (no verão) e lodo e musgo (nas chuvas), lembro de sentar entre as raízes e passar horas, num mundo que não era ali nem acolá, haviam pássaros voando nas mais diversas cores, pessoas mágicas, tudo era tão possível, lembro perfeitamente de me sentir comple...

Um quase

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Um quase lá Uma incompletude Um espaço que faltou preencher Como uma falha Um lapso Um vazio Sérgio Pereira, Recife, 26 de maio de 2013, 21:52

Desfragmentando

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Esperança que persiste Previsões sussurradas Busca que não acha Achados que não se busca Erros que se repetem Limitações que prendem Impressões que não se desfazem Vontades insistentes Ilusões do ocidente Felicidade artificial Sono em capsula Vida em bula Correr até perder o folego Sentir as pernas tremendo Os músculos doendo O ar queimando ao entrar Sem pensar Sem falar Sem amar Sem ouvir Nada Mas eu preciso saber Eu quero ser E quero ter O ultimo momento A mais nova novidade Tudo que eu não sei Sono Bocejo Desejo Dormir Crer. Ricardo Pereira, Recife, 17 de Maio de 2013, 1:37

Beijo

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Pode  acontecer de vários modos Numa explosão impulsiva Numa estratégia perseguida Num roubo esperado, ou não Pode demorar Pode até não acontecer e virar sonho, ilusão Mas sempre, para existir vai haver toque Vai haver troca Pupilas que se dilatam Mãos que não ficam quietas, tateiam Pode ser lento ou apressado Suave ou febril Pode ser tudo junto e misturado Lábios que se unem Respirações que ofegam Línguas que se entregam Bocas que aceitam Maleáveis Numa dança de entregas Empatia sinestésica Pode ser um começo Um  talvez Um desistir Pode durar várias eternidades De um momento De um dia, meses, anos ou até de uma vida Pode ser simplesmente efêmero E até esquecido Mas mesmo assim, imprime Marca Que seja, bom, ruim Ou desenxabido Deve existir Pois, pode definir. Sérgio Pereira, Recife, 30 de abril de 2013, 0:49

A um passo

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Eu queria não querer, mas eu quero Eu queria não pedir, mas eu peço Eu queria falar, mas não falo Se eu beijo, eu quero um beijo Se eu toco, eu quero um toque Se eu  vejo, quero ser visto Se eu ouço, quero ser ouvido Se eu não concordo, eu respeito Se eu não falo, não sou eu Se eu falo, estrago tudo Eu perco o que achei encontrar Desconstruo o que pensei iniciar Eu não sei concertar Pois não sei se quebrou, ou já era assim Metades desiguais Metades possíveis Metades complementares Metades As cartas mostram a lua Pedem paciência Mas o chão treme E tudo fica ao meio A um passo. Sérgio Pereira. Recife, 29 de março de 2013, 20:35

O Certo, o saber e a ignorância

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Às vezes sinto como se o caminho não fosse certo Uma direção errada, uma informação desencontrada, Uma desconexão que não consigo explicar nem para mim nem para ninguém. Buscas e escolhas me rodeiam e não fujo, Mas, e o certo, onde está, Existe? Tranquilo! Repito essa palavra Por tantas vezes, como querendo que se fizesse verdade, Questiono-me se tento me iludir, E se tento, a pergunta inequívoca aparece, por quê? Sito falta da ignorância Da total e absoluta falta de conhecimento, O não saber a escuridão, Reflito muito se isso não seria a felicidade absoluta, Ou apenas treva, ou ainda uma opção. O saber tem um peso muito grande, Mesmo que este seja vaidade, E que a certeza seja apenas uma justificativa inventada Pelos homens e para os homens Divagações  do meu juízo Instinto, vontade de falar Sei lá, um dia quem sabe saberei Tranquilo! É o que me resta ficar, É o que tenho que tentar. Sérgio Pereira, Caruaru, 10 de março...

Combustão de pensar

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                Pensamentos, desejos, planos, estratégias completas que nascem num piscar de olhos, de um momento para o outro, iniciados por algo ou alguma coisa que não   consigo precisar, nem saber, eclodem numa infestação latente, de uma combustão espontânea, rápida e intensa.                 Como num desencadear sucessivo de revelações, quero, posso, sinto e sei tudo que preciso, tudo que é necessário, datas, lugares, ordem, inicio, meio e fim, para absolutamente tudo que for pensado nesse lampejo.                 Uma revolução se revela, e tudo parece tão logicamente fácil, que acredito piamente que tudo pensado, simplesmente, se fará.                 Como falei, é uma ...

Dark Chocolate

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           A vida é repleta de surpresas, boas, nem tão boas e más, e todas tem um significado um valor, tudo pode transformar, modificar e acrescentar, depende apenas das nossas escolhas, de como encarar o que não é doce, como provar Dark Chocolate sem lembrar que no Brasil o chamamos, amargo ou meio amargo, como numa diminuição de todo o sabor que nos proporciona.           Então penso que a vida é Dark Chocolate, temos que saber saborear, a vida não é achocolatado cheio de açúcar, ela tem tantos nuances que às vezes nos fixamos nos mais óbvios. — Aqui pra nós, não há nada mais chato e cansativo que o óbvio.           Adoro a gama de possibilidades nas suas mais variadas escalas que só um Dark Chocolate pode nos oferecer, na ponta da língua, no meio, ao deglutir, no...

Jogo de Caça

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Me quer E não sabe me ter, Não percebe, Se assusta Me frustra, Fujo, Mesmo sem querer escapar, Me encurrala, se arma, Fraqueja, Não caça. Provoco, atiço mais não concretizo. Nessa história sou caça, Quero ser preza, porém não me rendo Quero que me tenhas, Mas não sei me entregar. Sérgio Ricardo, 14 de abril de 2005...

O espelho, um reflexo

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O espelho que te reflete é o que te assusta Não quer ver no outro o que és, Mas só por um instante, Te permites, Olha pro outro, se enxerga, Se reconhece, Faz de conta que não se vê Brinca, joga, goza, Enquanto consegue se esconder, Terias tu medo? Serias tu um hipócrita, Ou tua contemporaneidade não permite mais teu eu primitivo? O espelho que te reflete é o que te assusta Não quer ver no outro o que és, Tu Te perdes, Perdes ao outro, Esvaece o tempo, A vida, As possibilidades, Nascem feridas formam cicatrizes. O espelho que te reflete é o que te assusta Não quer ver no outro o que és, Para e vê, Morre fugindo. Ricardo Pereira, Recife, 07 de maio de 2012, 00:02

A dança que não houve

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Você me chamou para dançar Com o olhar Com o corpo Você me entendeu Você me leu E não usou isso com sabedoria Foi proveito Foi mesquinho Foi você Efêmero Perecível Fugaz Sem ritmo Sem dança Sem som Ricardo de Pereira Recife, 06 de maio de 2012, 16:47