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Olhando para o meu 2010

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          Uma sensação de que algo ruim meio que se apoderou de mim no inicio da tarde, por mais que tente me desvencilhar, persiste, então comecei a pensar sobre o meu ano, sobre 2010. Não tem sido um ano fácil, encontrei dureza em praticamente todos os setores da minha vida, com poucas exceções.           Tantas coisas foram desfeitas, tantas imagens foram trocadas, com tudo, não consigo achar o ano ruim, o que realmente mais me intrigou e me intriga durante esse ano é uma certa incapacidade de conseguir modificar a minha realidade, não encontrei a forma nem o caminho de como fazer, encurralado, essa palavra que melhor exprime o sentimento mais constante do ano, com tudo isso, não consigo achar que o ano foi ruim, por mais que seja a coisa mais obvia, não consigo.            Olhando para trás de uma forma mais ampla, resgatei ami...

Leve.

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                 Penso nas desculpas para não ser o que se é, para não se fazer o que se deve, penso, mas talvez não pratique o contrário do comum. Alguns dias, um cansaço, uma virose, só assim, para descansar um pouco de mim mesmo. Deste ponto me vem às questões: A vida é realmente agitada ou nós a fazemos assim? O tempo é pouco ou minhas prioridades são erradas? Corro tanto, mas sei para onde estou indo?                 Ontem fiz tudo para ter mais tempo para mim, e utilizei esse tempo das formas mais simples que pude imaginar naquele momento. Fiquei com meu sobrinho, vi filme infantil Nanni McPhee (quando vocês precisarem de mim e não me quiserem eu ficarei aqui, quando vocês não precisarem mais de mim e me quiserem, eu irei embora), logo mais a noite, Scooby Doo e sua turma  e antes de dormir Tom e Jerry. Foi leve, divertido...

Desconexo

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      Quantos eus existem em mim ou quantas partes de mim existem para tornar-me quem sou, um para cada momento ou uma fração para cada situação? Não consigo chegar a um consenso, tudo se resume a uma abstração de minhas próprias percepções acoplada a um desejo de respostas que suponho jamais encontrar.       Dizem que a dor faz crescer que o sofrimento enobrece e que a comodidade estaguina, discordo em partes, por mais que toda minha racionalização diga o contrário. Faz um tempo não sinto medo e tem sido um tempo estranho. Acabo de mentir! Faz um tempo não assumo o medo que sinto. Quando falo dele não estou me referindo a coisas menores, e sim, na minha visão de sua forma maior: no que acontecerá nos meus próximos amanhãs?       Estou tão exausto de ser como sou, infelizmente não consigo ser diferente, adoraria perder metade da minha seriedade, 90% do meu comprometimento, 50% da importância que dou a coisas e...