terça-feira, 17 de maio de 2011

Triste.


Triste, fiquei assim triste e ainda estou, como se faltasse um pedaço existindo apenas um buraquinho vazio, tornando tudo desarmônico.
No inicio do dia senti uma forte angustia, como que um aviso que dizia: alguma coisa vai acontecer hoje. Pensando positivamente tudo tem dois lados, tanto pode ser algo bom como o oposto, fiquei triste, o bom não ocorreu, me sinto culpado e ao mesmo tempo não, houve uma discordância seguida por uma tênue falta de vontade, até acho que o orgulho ficou no meio.
Será que me tornei obrigação? Não tenho como me agarrar a suposições, mas as expectativas existem, são de certa forma inevitáveis por mais que tentemos despistá-las.
Mas agora o que me resta são tristeza, ausência e um orgulho tolo que não me faz bem, mas que algumas vezes me fez sobreviver.
Sentirei saudade e espero matá-la....
Tudo tão novo, acho que estou meio perdido com um terrível medo de que o que nem começou acabe.

Ricardo Pereira,
Recife, 17 de maio de 2011,  21:48

sábado, 14 de maio de 2011

Vê Se Fica Bem

Todo mundo quer um alguém
para amar
Geralmente é o que acontece
Você me quer bem
Mas não vai muito além
Para não me assumir
Vejo os casais
Nas calçadas de mãos dadas
E os nossos amigos me pedem paciência
Dizem que o romance anterior
foi ruim
E você desconta em mim
Sofro com a ilusão que me traz
O meu coração se desfaz
Toda vez que vai me apresentar
como amiga
Vê se fica bem, meu bem
Vê se dorme bem, meu bem
Pois não estarei pra te cuidar
Nem pra te mimar
Vê se fica bem, meu bem
Vê se come bem, meu bem
Pois não estarei pra te cuidar
Nem pra te salvar
Todo mundo quer
Um alguém para amar
Geralmente é o que acontece
Você me quer bem
Mas não vai muito além
Para não me assumir
Não se trata pra não se entregar
Paciência não me refaz
Sei que a vida pode
e deve me dar
Alguém inteiro
Vê se fica bem, meu bem
Vê se dorme bem, meu bem
Pois não estarei pra te cuidar
Nem pra te mimar
Vê se fica bem, meu bem
Vê se come bem, meu bem
Pois não estarei pra te cuidar
Nem pra te salvar
Nem pra te salvar
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Segundo plano


Tenho tido uma sensação de segundo plano, isso não é bom, o sentimento em si não me faz bem, fico tentando perceber se de fato é apenas uma impressão ou é uma realidade que não tarda ficará muito clara. A partir desta sensação vários pensamentos começam a eclodir e se multiplicar, causando vários medos e principalmente começando a plantar um desejo, uma vontade que pode me fazer mudar.
O tempo e os tempos, nem sempre estamos no tempo certo para alguém e vise  e versa, uma falta de sintonia que pode tornar tudo impossível ou mais difícil, principalmente se apenas um consegue perceber a situação, penso que não esteja fazendo muito sentido tudo que digo, mas nem sempre os sentimentos vem numa ordem lógica.
Estou carente, e definitivamente não gosto de estar assim, principalmente quando penso que no momento no qual estou, tal fato, deveria no mínimo ser impossível.
Ricardo Pereira,
Recife, 11 de maio de 2011, 23:30

domingo, 8 de maio de 2011

Paixão é Art Nouveau


Paixões nunca são iguais, tudo muda de tempo e espaço, a única coisa que se repete somos nós como referência, mesmo que ninguém nunca seja o mesmo depois de uma paixão ou se pensarmos numa perspectiva maior, nenhuma pessoa permanece a mesma após o fim de uma relação, de um amor.
Mas quando apaixonados não pensamos em nada além do fruto da paixão, do que mesmo sem querer se faz lembrar ao simples ato de abrir os olhos quando nos acordamos. Sabores, toques, cheiros, visão, todos os nossos sentidos mudam, melhoram, nos dão uma dimensão tão prazerosa que nos perdemos, daí a ciência vem e diz que existe um prazo para paixão e que segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque. Ela diz: "seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”, olhando desta  forma de uma maneira puramente química e fisiológica, onde o diencéfalo ou cérebro primitivo, comum a todos os mamíferos, intervém, através do hipotálamo, nos nossos desejos, fica tudo tão feio, tão sem graça, fico imaginado qual a relevância desta informação e se de fato devemos utilizar da mesma.
 Saber ajuda ou estraga?
Não tenho essa resposta, nem acho que um dia vá ter, mas tenho tido sonhos de uma vida tranqüila construída a dois, que em muitos momentos me ocorre como uma utopia, principalmente quando eu penso sobre o tempo, quando eu sinto que ele passa e cada vez eu o tenho menos, cresce então um medo de falhar, de escolher errado, de não saber o que fazer e de perder o que me resta de tempo, meio louco pensar assim, mas esse medo existe e vez por outra ele se faz presente. Tenho optado mais por sentir, por viver deixando a racionalidade escapar pelo meu teclado, como se este ato me deixasse vazio de pensar e repleto de sentir.
Sem respostas acho que o melhor é seguir,  quero esquecer a fisiologia, a racionalidade e tudo que tire a cor e o sabor único do momento agora, quero sonhar na esperança de realizar, e opto por acreditar que o melhor acontecerá, pois do contrário, tudo voltará a ser cinza, e nesse momento monocromia e minimalismo não combinam com o sentimento art nouveau instaurado.

Ricardo Pereira,
Recife, 08 de maior de 2011, 23:47.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pensando em relações




Vamos pensar em relações em todos os níveis, sejam profissionais, fraternas, familiares, amorosas, casuais, todas têm intrínsecas ao menos no meu olhar uma troca natural de sentimentos, razões, desejos, como organismos codependentes que se mantém, onde um se alimenta do outro, mas quando penso codependência não sinto como algo ruim, pelo contrário, compreendo como um acordo silencioso de troca natural.
                Intenso, com um ritmo peculiar aos estágios de nascimento, crescimento, vida adulta, desvanecer, morte, podendo de alguma forma pular ou excluir alguns destes estágios. Alguns podem durar menos do que se espera e ao mesmo tempo ter uma força que dura para sempre, mesmo que em lembranças, outros podem durar anos e serem esquecidos junto com o fim, mas penso que exista um dinâmica uma ordem, um padrão que se repete e que acabamos de alguma forma trançando como nossa referência, sem que para tanto seja necessário que tenhamos racionalizado, apenas acontece.
                No meio desse ritual de relações além do desejo recíproco uma das capacidades que percebo como fundamental, é o compromisso, caso realmente exista desencadeará uma ordem de prioridades que será essencial para o desenrolar da relação.
                Mas, como saber se o ritmo, quando sendo diferente das suas referências, está correto, já que nada é igual, nem exatamente concreto? Como saber se vale a pena investir ou desistir?
                A única solução que me ocorre é que precisamos nos priorizar para só então priorizar o outro, também não consigo achar que seja tão simples como escrevo, pois quando se está envolvido as decisões ganham um peso que de alguma forma nos impede de agir, para além, da completa falta de certeza do que se é correto, ou o melhor a fazer.
                Nasce assim uma dúvida, uma dicotomia entre o que se tem e o que se quer, os medos aparecem e ficam  rondando.

Seguir, parar ou apenas mudar de rota
Você já deve ter usado alguém
Também já deve ter sido usado por alguém
Sentimentos diferentes,
Antônimos
Indistintamente ricos
Capazes de reações inesperadas
Você já deve ter duvidado
Deve ter gerado dúvida
Você já priorizou
Também foi priorizado
Você já foi posto de lado
E praticou o contrário em algum momento
Você já cometeu vários sinônimos
E outros tantos antônimos
Correu riscos
Machucou, machucou-se
Você já sabe tanto
E ainda teme?

Ricardo Pereira,
Recife, 5 de maio de 2011, 23:00