A moça na janela.

Havia uma moça na janela
De lá, tudo ela via,
Havia um novo horizonte,
E uma ponta de medo ela sentia,
Como se algo estivesse para acontecer.
Observava!

Naquela noite amarela,
O vento soprava leve e fresco,
Dando uma leve tranqüilidade no ar
Que apenas era quebrada pela sua impressão,
Aquela sensação de que algo estava fora da ordem,
Fora do eixo, mesmo parecendo tudo perfeito.

Assim continuava tranqüila,
Observando a tudo e sentindo a brisa,
Que batia levantando levemente a sua saia branca .
Uma certa liberdade lhe corria o pensamento e a alma,
Fazendo por vezes a má impressão desvanecer,
Por alguns segundos

Ela continuou ali parada,
Por uma eternidade de instantes,
Sentindo as impressões incertas,
Na sua vista concreta
De um horizonte etéreo.

Sérgio Pereira,
Luanda, 17 de outubro de 2007, 22:50.

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